Início Caso Wallace Policiais envolvidos no Caso Wallace afastados da PM após 10 anos
Caso Wallace

Policiais envolvidos no Caso Wallace afastados da PM após 10 anos

Policiais envolvidos no Caso Wallace afastados da PM após 10 anos
Policiais envolvidos no Caso Wallace afastados da PM após 10 anos

Em outubro de 2019, o governador em exercício do Amazonas, Carlos Almeida Filho, afastou do cargo os policiais militares Allan Rego da Matta e Elizeu de Souza Gomes condenados no Caso Wallace em maio deste ano por associação ao tráfico de drogas e suspendeu a remuneração deles, de R$ 26,5 mil e R$ 10,6 mil, respectivamente. Os policiais foram denunciados em novembro de 2009.

Almeida considerou a sentença da juíza Rosália Sarmento, da 2ª Vara Especializada em Crime de Uso e Tráfico de Entorpecentes, que determinou o imediato afastamento dos policiais serem esgotados todos os recursos contra a sentença que decretou a perda definitiva do cargo de policial militar dos réus. O afastamento do serviço ativo da PM e a suspensão da remuneração dos policiais passaram a contam a partir do dia 14 de agosto daquele ano.

Elizeu de Souza Gomes foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão e Allan Rego da Mata foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão. Na sentença, a juíza apontou o Artigo 92, I, “a” do Código Penal, que traz a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo nos “crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública”.

De acordo com a sentença, Elizeu Gomes “agiu com culpabilidade excedente à normalidade, porquanto integrante dos quadros da briosa Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM) de quem, portanto, é lícito esperar-se um comportamento diametralmente oposto ao praticado pelo réu, conforme as provas destes autos, razão da maior reprovabilidade de sua conduta”.

No caso de Allan Mata, que à época dos crimes exercia a função de capitão da Polícia Militar, a juíza sustentou que o servidor usou do cargo para perpetuação de crime com “culpabilidade elevada, eis que na função de Capitão da Polícia Militar estava à frente das operações ilícitas que a organização criminosa arquitetava, sendo seu dever impedir o desvio das nobres finalidades da instituição que deveria honrar”.

 

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