Embora na atualidade exista a explicação científica para os efeitos da Aurora Boreal, os povos antigos e povos indígenas tinham ideias controversas sobre esse fenômeno.
Composto de um brilho observado nos céus noturnos nas regiões polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre, a Aurora Boreal pode ser observada com uma iluminação ultravioleta, violeta ou azul, originada de átomos de nitrogênio.
Esse fenômeno vem sendo estudado cientificamente desde o século XVII, pois em 1621, o astrônomo francês Pierre Gassendi o descreveu observando-o no sul da França.
Nesse mesmo ano, o astrônomo italiano Galileu Galilei começou a investigar o fenômeno e foi ele quem o batizou com o nome de aurora boreal, pelo fato de verificá-lo no norte do continente europeu. Já o navegador inglês James Cook, no Século XVIII, o presenciou no Oceano Índico, o que o levou a batizá-lo de aurora austral.
Só a partir daí ficou claro que o efeito não era exclusivo do hemisfério norte terrestre, criando-se a denominação aurora polar.
Para os gregos, as luzes eram Aurora, irmã de Helios e Seline, o Sol e a Lua, correndo pela cedo manhã com uma carroça colorida para alertar seus irmãos do amanhecer de um novo dia. Os romanos também associavam as luzes a um novo dia, acreditando que era Aurora, a deusa do amanhecer.
É raro ver a Aurora Boreal no sul da Europa, por isso quando as luzes apareciam na região, na antiguidade, causavam grande comoção, aterrorizando a população que desconhecia a origem do fenômeno.
Na China, onde também são raras as ocorrências, muitas das lendas antigas as associavam a dragões do bem e do mal, que estaria em uma batalha celestial cuspindo fogo.
Indígenas australianos eram acostumados a observar Aurora Australis (o mesmo fenômeno, porém observado no hemisfério sul) e acreditavam ser efeito causado por deuses dançando acima.
No estado de Washington, índios Makah achavam que as luzes eram fogueiras no norte criadas por uma tribo de anões que a usavam para ferver gordura de baleia, mesmo pensamento do povo Mandan na Dakota do Norte pensavam parecido, só que eram fogueiras utilizadas por grandes guerreiros para ferver seus inimigos em grandes panelas.
Alguns nativos americanos acreditavam que se você assobiasse na aurora, ela iria levá-lo, mas bater palmas fazia a aurora recuar, mantendo-o seguro.
Na Finlândia, acreditava-se que uma raposa mística criava a aurora, com sua cauda peluda espalhando neve e jogando faíscas no céu.

