Início Economia Ainda há 'riscos muito altos' para Reino Unido entrar em recessão em 2024, diz ministro
Economia

Ainda há 'riscos muito altos' para Reino Unido entrar em recessão em 2024, diz ministro

Envie
Envie
O ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt, disse nesta quarta-feira, 29, que há "riscos muito altos" do país entrar em recessão no ano que vem, visto que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está baixo e a inflação continua persistente. Apesar disso, ele vê evolução no quadro econômico nacional, e destaca que a previsão, há um ano, era de "recessão profunda", e hoje as chances de uma contração leve estão perto de 50%.

Em depoimento ao Comitê do Tesouro do Parlamento britânico sobre a Declaração de Outono anunciada na semana passada, Hunt disse que os subsídios apresentados devem fomentar a economia e tentar aquecer o crescimento local.

Ele pontua que a dívida atual do governo está menor do que as previsões apontavam, e isso permitiu algumas medidas, como o congelamento do aumento do imposto sobre combustíveis. Porém, Hunt destaca que esta é uma medida temporária.

Segundo ele, os gastos com subsídios devem permanecer superiores a 0,7% da arrecadação nacional nos próximos cinco anos, contrariando a proposta do ex-primeiro-ministro, Boris Johnson, de colocar um teto nos gastos com subsídios. Hunt se comprometeu a voltar os gastos à meta assim que possível, mas não deu detalhes de como pretende fazê-lo.

Ao longo do depoimento, os integrantes do Comitê do Tesouro demonstraram preocupação com um aumento excessivo de gastos, e duvidaram da capacidade do governo de atrair investimentos, sobretudo o estrangeiro. Hunt disse que o investimento da iniciativa privada e internacional tende a aumentar com os subsídios fornecidos pela Declaração de Outono.

Entre os destaques, ele mencionou os subsídios fornecidos à geração de energia, que devem ser destinados majoritariamente às gerações de energia com carbono zero. A declaração da semana passada prevê 960 milhões de libras para indústrias verdes, a fim de diminuir a dependência de combustíveis fósseis, que é responsável por boa parte da inflação vista no país, segundo o ministro.

Siga-nos no

Google News