SÃO PAULO - O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, recebeu na manhã desta sexta-feira representantes do sindicato doa Metalúrgicos de São José dos Campos e informou que não poderá garantir estabilidade dos empregos após a venda da fabricante à Boeing. Segundo Herbert Claros, diretor do Sindicato e funcionário da Embraer, já foram demitidos 300 metalúrgicos da empresa desde o início das negociações entre Embraer e Boeing.
— Queremos estabilidade. Mas o Paulo César disse que não pode garantir — contou Claros ao GLOBO.
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O encontro entre a empresa e sindicalistas durou quase três horas e ocorreu no escritório da Embraer em São Paulo. Procurada, a Embraer disse que não vai comentar o assunto.
Durante a reunião, Paulo César fez uma extensa apresentação detalhando o negócio com a Boeing. Claros contou que o executivo insistiu na explicação de que, sem a venda à gigante americana, a Embraer corria risco de não sobreviver por falta de capacidade competitiva, já que sua principal concorrente, a canadense Bombardier, se uniu à Airbus no segundo semestre de 2017.
— Nós aguentamos que não concordamos com essa visão. Nossa vivência no chão de fábrica diz que a Embraer poderia sobreviver porque é uma empresa top e poderia fazer frente à concorrência

