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Atraso na reforma da Previdência pode afetar novos IPOs, diz presidente da B3

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CAMPOS DO JORDÃO. O presidente da B3 (ex-BM&FBovespa e Cetip), Gilson Finkelsztain, acredita que uma frustração na votação da Reforma da Previdência irá atrapalhar as ofertas de ações previstas para os próximos meses. No entanto, em sua visão, o maior risco para os negócios na a Bolsa brasileira é uma reversão nas condições de liquidez no mercado internacional.

— O maior risco que vemos é a liquidez internacional. As eleições vão gerar volatilidade, mas acreditamos (na vitória) em um candidato e centro-direita. Não vamos ter uma ruptura com uma extrema direita ou esquerda — disse a jornalistas durante a abertura do Congresso Internacional de Mercados Financeiros da B3.

Nesta quinta-feira, o Ibovespa, principal índice de ações da B3, fechou aos 71.132 pontos, maior patamar desde janeiro de 2011. No ano, já foram realizadas ofertas de ações, sendo sete aberturas de capital (IPO), que totalizam cerca de R$ 24 bilhões. Segundo o executivo, mas dez operações estão previstas para ocorrer nesse ano, com base na expectativa de ajuste fiscal que ajude na retomada do crescimento da economia.

— Todo mundo espera ao menos uma pequena Reforma da Previdência, como a aprovação da idade mínima. Vai ter uma frustração se não passar essa agenda e esse é um risco para algumas ofertas — disse.

Apesar desse risco, Finkelsztain, acredita que a agenda de reformas terá uma continuidade, que inclusive irá se estender para o próximo governo. Acrescentou ainda que a privatização da Eletrobras é uma boa iniciativa, assim como os outros projetos de concessões.

— A oferta de ações e diluição do controle da Eletrobras é uma iniciativa muito boa. É uma agenda positiva, focada no crescimento. Há concessões e privatizações — afirmou.

O executivo afirmou que a empresa continua trabalhando na fusão entre as duas empresas e quer ficar mais próxima ao mercado, oferecendo produtos que devem ser demandados pelos investidores em um cenário de juros em queda.

— Vamos trabalhar juntos para dar incentivos às pessoas físicas, mas não sei se vai ser preço. Não sei se esse é um problema — disse, acrescentando que há uma demanda por produtos que visem a negociação de títulos de crédito privado, por exemplo.

A B3 vai concluir nesse final de semana a segunda etapa da integração das clearings (responsável pela liquidação das operações), que irá devolver cerca de R$ 20 bilhões em liquidez ao mercado - na primeira etapa o valor já foi equivalente a esse.

* A jornalista viajou a convite da B3

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