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BB reforça crédito em R$ 100 bi, mas só amplia limite de 13 milhões de clientes

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio a crise do coronavírus, o Banco do Brasil ampliou em R$ 100 bilhões suas linhas de crédito, mas somente 13 milhões de clientes tiveram efetiva ampliação de seu limite de empréstimos. Empresas e governos interessados em contratar novos recursos estarão submetidos aos limites atuais e à análise de seu risco de crédito. Em comunicado, o banco informou que, do total, R$ 24 bilhões são destinados a pessoas físicas, R$ 48 bilhões para empresas, R$ 25 bilhões para o agronegócio e R$ 3 bilhões para administrações públicas municipais e estaduais. "Os recursos irão reforçar as linhas de crédito já existentes, principalmente as voltadas para crédito pessoal e capital de giro", disse o banco. Os R$ 100 bilhões já estão disponíveis e podem ser contratados pelo aplicativo no celular, internet banking e caixas automáticos. "É muito importante que o crédito continue disponível aos nossos clientes neste momento o que irá contribuir para a superação das dificuldades que venham a enfrentar. A orientação aos nossos gerentes é que acompanhem de perto a situação de cada cliente para que possamos antecipar as soluções financeiras adequadas já nos primeiros sinais de dificuldade", disse Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil. Para as pessoas físicas, o reforço de recursos ocorre nas linhas de crédito pessoal (crédito consignado, crédito salário e crédito automático). Neste caso, no entanto, o cliente precisa ter essa linha disponível e o limite será aquele definido previamente. "Como medida adicional, o BB ampliou os limites de crédito de 13 milhões de clientes pessoas físicas, o que adicionará mais R$ 18 bilhões aos limites de crédito atualmente concedidos", diz o banco em nota. Para as empresas, o BB reforçará em R$ 48 bilhões os recursos disponíveis para linhas de capital de giro, de investimento e de antecipação de recebíveis. Os recursos serão contratados até o limite de crédito disponível para cada cliente. Carro-chefe da economia, o agronegócio terá um reforço de R$ 5 bilhões para as linhas de comercialização de produtos, R$ 15 bilhões nas de financiamento da produção agropecuária, R$ 2 bilhões nas de investimento e R$ 3 bilhões para capital de giro. Essas linhas valerão tanto para produtores rurais (pessoas físicas) quanto para empresas que atuam no agronegócio. O Banco do Brasil também destinou R$ 3 bilhões para o financiamento de equipamentos e obras na área de saúde por estados e prefeituras. Eles podem contratar desde que tenham limite de crédito no BB e atendam as condições legais previstas pelo Tesouro Nacional (endividamento).

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