SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Banco Central do Brasil (BC) comunicou nesta terça-feira (3) que monitora os efeitos do coronavírus na economia brasileira e que as próximas duas semanas permitirão uma avaliação mais preciso do impacto do surto na inflação. O Comitê de Política Monetária do BC (Copom) se reúne em 18 de março para definir o patamar da taxa básica de juros brasileira. Com o corte de juros promovido de forma extraordinária pelo Fed, banco central americano, nesta terça, o mercado vê uma maior probabilidade da autoridade monetária reduzir a Selic. Segundo analistas, o comunicado do BC é uma sinalização de que o Copom pode cortar o juro em duas semanas. Confira a nota do BC na íntegra: "O Banco Central monitora atentamente os impactos do surto de coronavírus nas condições financeiras e na economia brasileira. No último Copom, o 15º parágrafo da Ata da 228ª reunião afirma: 'O eventual prolongamento ou intensificação do surto implicaria uma desaceleração adicional do crescimento global, com impactos sobre os preços das commodities e de importantes ativos financeiros. O Copom concluiu que a consequência desses efeitos para a condução da política monetária dependerá da magnitude relativa da desaceleração da economia global versus a reação dos ativos financeiros.' À luz dos eventos recentes, o impacto sobre a economia brasileira proveniente da desaceleração global tende a dominar uma eventual deterioração nos preços de ativos financeiros. O Banco Central enfatiza que as próximas duas semanas permitirão uma avaliação mais precisa dos efeitos do surto de coronavirus na trajetória prospectiva de inflação no horizonte relevante de política monetária."