Início Economia BC fará 'o que puder' para garantir inflação na meta em 2022, diz diretora
Economia

BC fará 'o que puder' para garantir inflação na meta em 2022, diz diretora

Envie
Envie

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A diretora de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do BC (Banco Central), Fernanda Guardado, afirmou nesta segunda-feira (11) que a autoridade monetária fará "o que puder" para levar a inflação para a meta em 2022. A declaração ocorreu durante evento virtual realizado pelo IIF (Instituto de Finanças Internacionais).

"Faremos o que pudermos para trazer a inflação para a meta", disse.

Fernanda avaliou que a pressão inflacionária do Brasil está mais concentrada em itens como alimentos e energia elétrica.

Segundo ela, o aumento desses preços costuma ter caráter mais temporário, embora o atual choque esteja levando mais tempo do que o esperado inicialmente.

O mercado financeiro subiu, pela 12ª semana consecutiva, a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2022, aponta a edição mais recente do boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo BC. A alta prevista passou de 4,14% para 4,17%.

A projeção está acima do centro da meta de inflação para o próximo ano, mas ainda dentro do intervalo de tolerância. Em 2022, o centro da meta é de 3,5%. O intervalo de tolerância fica entre 2% e 5%.

A pressão inflacionária ganhou força ao longo da pandemia. Em setembro, o IPCA quebrou a barreira simbólica dos dois dígitos no acumulado de 12 meses. O indicador chegou a 10,25%, maior variação desde fevereiro de 2016 (10,36%), conforme dados divulgados na sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O IPCA acumulado até setembro é quase o dobro do teto da meta de inflação perseguida pelo BC em 2021. O teto é de 5,25% neste ano. O centro é de 3,75%.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, projetou no último dia 4 que a inflação atingiria seu pico em setembro pelo IPCA. "Setembro deve ser o pico da inflação em 12 meses. A gente entende que existe um elemento de persistência maior e, por isso, estamos sendo mais incisivos nos juros", disse na ocasião.

Campos Neto voltou a falar sobre o tema na sexta-feira (8), quando a Petrobras anunciou reajuste de 7,2% nos preços da gasolina e do gás de cozinha nas refinarias. Na visão do presidente do BC, a alta no preço do gás deve se refletir em deteriorações adicionais nas expectativas de inflação do mercado.

"O Brasil teve um grande salto [nas expectativas de inflação] quando olhamos para 2021, e isso provavelmente ficará pior com o anúncio de aumento no gás hoje [sexta-feira]", observou Campos Neto, durante evento online promovido pelo Itaú BBA.

Siga-nos no

Google News