Início Economia Câmara aprova projeto que proíbe cobrança de ICMS sobre adicional de bandeiras tarifárias
Economia

Câmara aprova projeto que proíbe cobrança de ICMS sobre adicional de bandeiras tarifárias

Envie
Envie

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8) projeto que proíbe a cobrança de ICMS (imposto estadual) sobre o adicional das bandeiras tarifárias de energia elétrica, mais uma das propostas que buscam reduzir a conta de luz no país.

O projeto, de autoria do hoje senador Fabio Garcia (União Brasil-MT) e do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), foi aprovado por 405 a 1. Agora, segue para o Senado.

O projeto faz parte da ofensiva do governo para tentar reduzir o impacto dos reajustes na conta de luz, que, na avaliação de aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), podem comprometer a reeleição em outubro.

As bandeiras tarifárias foram adotadas em 2015 para sinalizar, na conta de luz, os custos da geração de energia elétrica.

As cores -verde, amarela e vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2- indicam se o custo será maior ou menor em razão da redução nos volumes de reservatórios decorrentes da falta de chuva, quando pode ser necessário acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

"Não é justo com o cidadão ter que pagar por um custo de energia maior, por questões de escassez hídrica, pelas secas", afirma o senador Fabio Garcia.

"O que a gente busca com esse projeto é fazer Justiça com o cidadão, com o consumidor de energia elétrica, para que ele não seja duplamente onerado, primeiro pela cobrança adicional da bandeira tarifária e também pelo imposto que vai em cima disso", acrescentou.

Na justificativa, os autores defendem que o projeto não interfere na arrecadação do governo federal e de estados e municípios, "já que os mesmos continuarão cobrando seus tributos sobre a tarifa regular de energia que é a tarifa definida pela Aneel, fruto de uma operação planejada e regular sem anomalias."

"Com este projeto, os governos somente não continuarão arrecadando a mais sobre a parcela adicional da tarifa fruto de condições de geração de energia desfavoráveis e não planejadas", argumentam.

Na terça-feira (7), a Câmara aprovou projeto que prevê a devolução aos consumidores de créditos tributários recolhidos a mais das distribuidoras de energia elétrica. Segundo estimativas, a medida poderia reduzir a conta de luz em 5% ainda neste ano.

O Congresso também articula uma PEC com impacto de R$ 25,7 bilhões que permitirá a União compensar estados e municípios que zerarem as alíquotas de ICMS sobre diesel e gás de cozinha.

No Senado está em tramitação um projeto de lei que classifica itens como combustíveis e energia como bens e serviços essenciais e, com isso, busca estabelecer um teto na alíquota de ICMS aplicada a eles.

O projeto pega carona em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que exigiu que itens essenciais não podem sofrer cobranças superiores à alíquota básica aplicada pelo estado. Alguns governadores chegam a cobrar até 25% sobre o diesel e 34% sobre a gasolina (enquanto o ICMS básico é de 17% a 18%, dependendo do estado).

Siga-nos no

Google News