BRASÍLIA — O número de celulares conectados com a tecnologia ultrapassou o de aparelhos pela primeira vez no país. A virada se deu no mês de outubro, segundo balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), divulgado nesta terça-feira. O levantamento também aponta que a receita de (internet) das operadoras de telefonia móvel superou o faturamento obtido com (ligações).
Os celulares conectados com a tecnologia 4G somam 95 milhões de aparelhos, enquanto o número de dispositivos com 3G é de 92 milhões. Há ainda 36 milhões de celulares com tecnologia 2G, de acordo com os dados mais recentes da Telebrasil, de outubro deste ano.
O levantamento da associação das empresas de telecomunicações aponta que os celulares 3G apresentaram evolução constante até 2015, quando atingiram 159 milhões. Desde então, a tendência de alta se inverteu e o crescimento passou a ser mais acentuado no 4G. Se o ritmo de crescimento continuar nos próximos meses, a previsão é de que o total de celulares 4G feche este ano acima de 100 milhões.
O número de aparelhos 2G ainda é considerado alto pela Telebrasil. A associação afirma que a maior barreira de migração dessa tecnologia é o preço do smartphone, mais alto para os outros tipos de acesso à internet.
A rede 4G no Brasil chega hoje a 3.363 municípios, onde moram 90% da população brasileira, de acordo com o levantamento. Em todo o país, são 205,5 milhões de acessos à internet pela rede móvel. São ainda 28,3 milhões são em banda larga fixa. O Brasil tem hoje 241 milhões de chips de telefonia móvel.
As receitas de dados das operadoras do Brasil superaram o faturamento com voz este ano, aponta o levantamento. No terceiro trimestre deste ano, a receita por dados atingiu 62% da receita média por usuário, enquanto por voz foi de 38%. No terceiro tri de 2016, a divisão era de 51% para voz e de 49% para dados.
De acordo com a associação, no terceiro trimestre de 2012, 77% do que as empresas recebiam por usuário era do serviço de voz e 23% do serviço de internet.
A expectativa é de que essa proporção vai aumentar e pode chegar em 80% de receita com e de 20% com voz em 2018.

