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Centrais sindicais criticam MP trabalhista de Bolsonaro e pedem intervenção do Congresso

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As centrais sindicais emitiram carta conjunta contra a MP 927, publicada na noite deste domingo (22) pelo governo federal. A medida, que traz alterações sobre direitos trabalhistas durante a crise do coronavírus, prevê itens como a suspensão dos recolhimentos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) durante os meses de março, abril e maio deste ano e a possibilidade de antecipação de férias individuais. Um dos pontos mais criticados, que previa a possibilidade da suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses, deverá ser revogado, segundo anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta segunda (23). "A Medida Provisória 927 é cruel e escandalosa. Chega a ser surreal pensar que um presidente possa agir de maneira tão discriminatória e antissocial, jogando nas costas dos trabalhadores mais fracos e mais pobres todo o ônus desta crise que atravessamos", diz a carta assinada pelas centrais, entre elas a CUT (Central Única dos Trabalhadores), UGT (União Geral dos Trabalhadores) e Força Sindical. As representantes das categorias defendem que, a exemplo de outros países afetados pelo coronavírus, o estado exerça "seu papel de regulador, protegendo empregados e empregadores, resguardando a renda e o funcionamento da economia". No documento conjunto, os sindicatos pedem que o Congresso devolva a MP 927 ao poder Executivo e convoque "imediatamente" as centrais e confederações patronais, além de órgãos do governo, para que seja estabelecida uma Câmara Nacional de Gestão de Crise.

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