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Chefe do Banco Mundial alerta para crise iminente de empregos mesmo após fim da guerra

Reuters
Chefe do Banco Mundial alerta para crise iminente de empregos mesmo após fim da guerra
Chefe do Banco Mundial alerta para crise iminente de empregos mesmo após fim da guerra

Por Andrea Shalal

WASHINGTON, 13 Abr (Reuters) - A guerra no Oriente Médio dominará as discussões das autoridades financeiras globais nesta semana em Washington, mas o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, soou o alarme sobre uma crise maior e iminente: uma enorme lacuna de empregos para 1,2 bilhão de pessoas que atingirão a idade de trabalhar nos países em desenvolvimento nos próximos 10 a 15 anos.

Nas trajetórias atuais, essas economias gerarão apenas cerca de 400 milhões de empregos, deixando um déficit de 800 milhões de vagas, disse Banga à Reuters.

O ex-presidente-executivo da Mastercard admite que focar as pessoas no longo prazo é assustador, dada a série de choques de curto prazo que têm afetado a economia global desde a pandemia de Covid-19, sendo o mais recente a guerra no Oriente Médio.

Ele diz que está determinado a garantir que as autoridades financeiras mantenham o foco nos desafios de longo prazo, como criar empregos, conectar as pessoas à rede elétrica e garantir o acesso à água potável.

"Temos de andar e mascar chiclete ao mesmo tempo. O que estamos vivendo agora é um ciclo de curto prazo de ritmo acelerado. No prazo mais longo, o ritmo está ligado a essa situação do emprego ou da água", disse Banga em uma entrevista gravada na sexta-feira.

Milhares de autoridades financeiras de todo o mundo se encontrarão em Washington nesta semana para as reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, sob a sombra da guerra entre EUA e Israel com o Irã, que ameaça desacelerar o crescimento global e aumentar a inflação.

A extensão do impacto na economia dependerá da durabilidade de um cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, poucas horas antes dos ataques prometidos que, segundo Trump, destruiriam a civilização do Irã.

O cessar-fogo interrompeu a maioria dos ataques. Mas não pôs fim ao bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, que causou a maior interrupção de todos os tempos no fornecimento global de energia, nem acalmou uma guerra paralela entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

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