"Os tipos, o escopo e a quantidade de informações coletadas pelo lado europeu não têm precedentes, excedendo em muito as exigências das investigações anti-subsídios", disse He, em coletiva de imprensa. Ele revelou que isso inclui a exigência de detalhes sobre fabricação e desenvolvimento, tecnologia e fórmulas de produtos, entre outros aspectos, das empresas chinesas de veículos elétricos e baterias.
As críticas ocorrem um dia depois de o Ministério do Comércio se reunir com representantes de empresas chinesas e europeias para discutir efeitos das tarifas, conforme noticiado pela CCTV . No encontro, os representantes chineses teriam pedido para que as autoridades apliquem retaliação direta contra as medidas da UE ao elevar até 25% as tarifas sobre veículos a gasolina europeus.
Na coletiva, o porta-voz chinês não anunciou nenhuma nova medida em retaliação ao aumento provisório das tarifas, que, de acordo ele, não tem "base factual e legal". Mas He reiterou a advertência de Pequim de que defenderá os direitos e interesses das empresas chinesas.
Questionado sobre a investigação antidumping sobre as exportações de carne suína da Europa, He Yadong disse que a China pode cobrar tarifas provisórias sobre produtos e subprodutos, caso a prática seja confirmada após levantamento preliminar, segundo a Xinhua . As tarifas serão determinadas "de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e regulamentações antidumping da China".
Anunciada na segunda-feira, a investigação de Pequim sobre a carne suína europeia é vista como uma resposta às medidas da Europa sobre veículos elétricos, mesmo sem correlação anunciada oficialmente pelo Ministério do Comércio chinês. A investigação deve terminar 17 de junho de 2025, mas pode ser prorrogada por seis meses.
*Com informações da Associated Press

