BRASÍLIA - O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, propôs ao presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o indiano Kundapur Vaman Kamath, a entrada de novos membros da América Latina, entre os quais a Argentina, como membro da instituição, hoje composta por representantes do Brics (sigla para o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Andrade também sugeriu que o NBD abra um escritório regional no Brasil.
Para a CNI, a abertura do escritório regional é fundamental para o engajamento de empresários brasileiros, além de contribuir com a circulação de informações e o conhecimento das realidades e regulamentos locais. Um escritório local também poderia facilitar o acesso aos recursos para os projetos de infraestrutura sustentável, importantes neste momento de retomada da economia nacional.
— A indústria brasileira quer que o Novo Banco de Desenvolvimento se torne uma instituição forte. Para isso, é preciso ter influência e atuação na América Latina. Também é importante que novos membros sejam aceitos, entre eles a Argentina — declarou o presidente da CNI.
Entre os sete projetos aprovados atualmente pelo banco, dois são chineses, dois indianos, um da Rússia, um da África do Sul e um do Brasil. O projeto brasileiro é um investimento de US$ 300 milhões em energia solar. Os sete projetos totalizam US$ 1,5 bilhão em investimentos.
Com objetivo de mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países do BRICS e em outros países em desenvolvimento, o banco apoia projetos públicos e privados por meio de empréstimos, garantias, participação acionária e outros instrumentos financeiros. A instituição possui capital subscrito inicial de US$ 50 bilhões e um capital autorizado inicial de US$ 100 bilhões.
Com sede em Xangai, na China, o banco abrirá seu primeiro escritório em Johanesburgo, na África do Sul. Por enquanto não filial prevista na América Latina.

