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Com mudança no ICMS, Bolsonaro diz achar que Brasil terá deflação em agosto

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse estar otimista com a economia no Brasil e falou que cogita deflação no país em agosto. A deflação é o oposto de inflação, ou seja, o chefe do Executivo prevê redução de preços dos produtos.

Bolsonaro atribuiu a possível queda no valor dos combustíveis à nova cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), proposta pelo governo federal em Lei Complementar e aprovada no Congresso. "Eu acho até que no próximo mês a gente vai ter deflação no Brasil, porque [a melhora] no preço do etanol, álcool, gasolina e energia elétrica já se faz presente. O dono da padaria já pode diminuir o preço do pão, todo mundo ganha", falou durante transmissão ao vivo na noite desta sexta-feira (15).

No entanto, a previsão feita pelo Copom (Comitê de Política Monetária), que decide sobre a taxa básica de juros da economia (Selic), é de "um novo ajuste, de igual ou menor magnitude" em agosto. O aumento do índice é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação.

No último encontro, realizado em junho, o comitê decidiu elevar a taxa 12,75% para 13,25% ao ano —maior patamar desde o reajuste estabelecido de dezembro de 2016 até 11 de janeiro de 2017, quando a taxa estava em 13,75%.

A nova cobrança do ICMS, que agora tem valor fixo de 17%, foi amplamente criticada por governadores e prefeitos, com quem o presidente trava uma guerra para atribuir quem é o culpado pelo aumento no valor dos combustíveis. Com a medida nova, os governadores não podem mais estabelecer o próprio preço para o imposto, o que faz com que os estados percam em arrecadação.

Segundo o proposto por Bolsonaro, os estados serão ressarcidos diretamente para evitar grandes prejuízos.

PREÇOS CAEM, MAS NÃO A NÍVEL INTERNACIONAL

No âmbito nacional, os valores do combustíveis voltaram a cair essa semana e a gasolina atingiu o menor patamar desde setembro do ano passado, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Conforme a ANP, o preço médio do litro da gasolina caiu de R$ 6,49 para R$ 6,07, redução de 6,5%, o que significa o menor patamar desde 11 de setembro de 2021. O valor mais alto encontrado pela agência nos postos foi de R$ 8,10.

Apesar da melhora no preço que chega ao consumidor, a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) apontou na semana passada que o preço do diesel estava 3% acima da média em comparação com o exterior, enquanto a gasolina tinha a cobrança cerca de 2% mais alta no Brasil.

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