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Concessionária do aeroporto de Porto Alegre quer recomposição das perdas com enchentes

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Fraport Brasil, concessionária do Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre (RS), pediu para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estudar o reequilíbrio econômico-financeiro do seu contrato. A informação foi negada pela empresa, mas confirmada pela agência reguladora.

"A Anac recebeu na terça-feira, 21 de maio, o pedido da Fraport Brasil para avaliação de reequilíbrio econômico-financeiro com vistas à recomposição de perdas decorrentes da inundação do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), após as fortes chuvas que acometeram o Rio Grande do Sul", disse, em nota, o órgão.

A Anac diz que está iniciando a análise do pleito e já está considerando que há razão para apresentação do pedido. "Foi reconhecido o caráter de caso fortuito [força maior] da ocorrência, condicionante para ressarcimento de recursos pelo poder concedente à concessionária", acrescentou.

A agência analisará os prejuízos causados pelas enchentes e os custos de reconstrução do aeroporto, entre outros.

"Ainda não se conhece a dimensão das perdas causadas pela inundação no aeroporto de Porto Alegre. A situação só poderá ser avaliada após a diminuição de todo volume de água no complexo aeroportuário", ressaltou.

Os voos no aeroporto estão suspensos desde 3 de maio. Para atenuar o problema, a base aérea de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, começou a receber voos comerciais nesta segunda (27).

A Latam teve os primeiros voos para Canoas a partir da manhã desta segunda. Já o início das operações da Azul e da Gol está previsto para sábado (1º).

As rotas divulgadas vão conectar a cidade aos aeroportos paulistas de Congonhas, Guarulhos e Viracopos.

A medida faz parte da malha aérea emergencial desdenhada pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Segundo informações da pasta, a medida pode chegar a 134 voos extras semanais em nove terminais gaúchos e de Santa Catarina.

Os locais são os seguintes: Canoas, Caxias do Sul, Santo Ângelo, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, além de Florianópolis e Jaguaruna, no estado vizinho.

A projeção é que 35 desses voos semanais possam ser acomodados em Canoas. A base aérea só fica atrás do número previsto para o aeroporto de Caxias do Sul (39 voos semanais), na Serra Gaúcha (a 120 km de Porto Alegre).

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