BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou nesta quinta-feira (23) que os bancos comprem DPGE (Depósitos a Prazo com Garantia Especial) de outras instituições financeiras. O novo DPGE, aprovado pelo CMN em março, é um título garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e faz parte do pacote de injeção de recursos no sistema financeiro, lançado pelo Banco Central. O FGC cobre perdas de clientes quando as instituições vão à falência -uma espécie de seguro que é formado com a contribuição de cada banco. O novo DPGE é um título, emitido pela instituição financeira, garantido FGC. O papel pode ser comprado por um investidor. Antes, apenas pessoas físicas e investidores institucionais podiam comprar os títulos. As captações entre bancos serão garantidas pelo FGC até o valor máximo de R$ 400 milhões. Para os demais titulares, o valor garantido é de até R$ 40 milhões. É uma opção a mais de captação de recursos acessível a todas as instituições financeiras que fazem parte do fundo e valerá até o início de 2022. Trata-se de nova versão do DPGE, criado na crise financeira global de 2008, mas que era restrita a investidores institucionais. Os bancos podem emitir esses títulos até o valor total de seu patrimônio líquido, com limite de R$ 2 bilhões. Segundo o BC, a medida tem o objetivo de facilitar o fluxo de recursos entre os bancos "para mitigar os desdobramentos recentes da pandemia mundial da Covid-19 sobre a economia real".