BRASÍLIA - As contas públicas encerraram julho com um déficit de R$ 20,15 bilhões. Dados divulgados nesta terça-feira pela equipe econômica mostram que o governo central (formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) teve o terceiro rombo consecutivo e o pior desempenho para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1997. Nos primeiros sete meses do ano, o rombo já chega a R$ 76,28 bilhões.
Em 12 meses, o resultado acumulado é negativo em R$ 183,7 bilhões ou 2,84% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, a meta fiscal prevista para o ano é de um déficit de R$ 139 bilhões. Diante de uma série de frustrações nas receitas, no entanto, equipe econômica já sabe que não conseguirá cumprir com esse objetivo e enviou ao Congresso Nacional um projeto para alterar as metas tanto de 2017 quanto de 2018 para déficits de R$ 159 bilhões.
A revisão da meta é consequência de várias frustrações na arrecadação, entre elas receitas menores com a segunda etapa do programa de repatriação de recursos no exterior e um desempenho aquém do esperado da economia. Além disso, o governo não conseguiu aprovar a medida provisória (MP) da reoneração da folha, que acabou caducando no Congresso.
Mesmo para cumprir o rombo de R$ 159 bilhões a equipe econômica ainda trabalha com incertezas, como a aprovação do novo Refis, que está empacada no Congresso, e dúvidas em relação à realização do leilão das usinas da Cemig, em Minas Gerais, que têm potencial de gerar R$ 11 bilhões.

