"Fizemos progresso substancial na redução da inflação enquanto se manteve um mercado de trabalho saudável", afirmou ele em artigo publicado no site do Fed.
Em contrapartida, Kashkari calcula 40% de probabilidade de a inflação subjacente se mostrar mais entrincheirada que o esperado, chegando a 3% em vez de 2%. Nessa situação hipotética, o dirigente disse que o Fed elevaria ainda mais as taxas, "potencialmente indo significativamente mais alto para empurrar a inflação à meta".
"O argumento que sustenta esse cenário é que a maior parte dos ganhos desinflacionários que observamos até hoje foram devidos a fatores do lado da oferta, como a reentrada dos trabalhadores na força de trabalho e a resolução das cadeias de suprimento, em vez de a política monetária conter a demanda", comentou, acrescentando que a inflação de serviços também tem sido persistente e continua alta em relação aos níveis pré-pandemia.
Ele afirmou ainda que estaria mais confiante no cenário de pouso suave se tivesse mais certeza de que a política está verdadeiramente em nível restrito em relação à neutralidade hoje.
Para Kashkari, existe a possibilidade de que a taxa neutra de juros tenha subido em comparação com antes da pandemia. "A boa notícia é que não precisamos tomar essa decisão agora. Podemos observar o progresso real na redução da inflação ao longo dos próximos meses para determinar qual cenário é o dominante", concluiu.

