BRASÍLIA - Diretamente envolvida na Operação Trapaça - a terceira fase da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal - a BRF procurou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no fim da tarde desta terça-feira, para dizer que a empresa tem como princípio a qualidade e a segurança alimentar. De acordo com o CEO global da companhia, José Drummond, as exportações estão normais e apenas três frigoríficos do grupo estão em observação.
— Tivemos uma conversa técnica com o ministério. Foi bastante importante, para esclarecermos o evento. Estamos bastante confiantes nos próximos passos, seguindo o curso normal. Estamos tranquilos. Nossa companhia é muito séria em termos de qualidade e segurança alimentar. A companhia tem 80 anos — disse ele.
— É importante estarmos bem atentos, para preservar a tranquilidade dos nossos parceiros de negócios — completou.
Já o ministro da Agricultura disse que a reunião com os dirigentes da BRF, responsável por quase 30% das exportações de aves, foi bastante "clara e esclarecedora". Para Maggi, a empresa demonstrou que está segura em relação aos procedimentos realizados após a Operação Carne Fraca, no início do ano passado.
— Nós, do ministério, não podemos discordar disso, porque nós subimos muito a régua com eles, para eles e para todos os demais. A BRF fez a lição de casa e reabilitou algumas plantas. Então, quando vem uma operação dessa, a gente fica muito sem jeito — afirmou o ministro.
Tanto Drummond quanto Maggi reforçaram que as ilegalidades encontradas pela PF são anteriores a março de 2017.O ministro ressaltou que a fiscalização nos frigoríficos se tornou ainda mais rigorosa após a Operação Carne Fraca. Disse que serão checadas 100% das amostras coletadas durante o último ano.
— Se eles cumpriram com tudo, eu tenho que desconsiderar a investigação e dizer: Investigação você cuida dos fatos que estão lá porque desses para cá a gente tem certeza do que fez.

