RIO - O dólar comercial opera praticamente estável contra o real nesta sexta-feira, recuando apenas 0,06%, cotado a R$ 3,145 para a venda, enquanto o índice de referência da B3, o Ibovespa, cai 0,21%, aos 70.979 pontos — ainda no maior patamar desde janeiro de 2011, sustentado, segundo analistas do mercado financeiro, pelos anúncios de privatizações e pela aprovação da nova taxa de juros de referência para os empréstimos do BNDES, a Taxa de Longo Prazo (TLP). A Bolsa subia no fim da manhã mas passou a cair no início da tarde.
O mercado abriu cauteloso, com o dólar subindo a R$ 3,157, enquanto todos aguardavam a fala da presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), Janet Yellen. Mas o discurso de Yellen, divulgado à imprensa às 11h, não trouxe novidades no terreno da política monetária, focando na necessidade de prudência na hora de rever a regulamentação do sistema financeiro — uma das propostas de Donald Trump é reduzir a quantidade de regras. Agora, os investidores aguardam a declaração do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que está reunido com Yellen no simpósio de Jackson Hole.
Na Bolsa, as ações da Petrobras sobem 0,76% (ON) e 0,50% (PN). A . Em comunicado direcionado ao mercado, a empresa informou que, entre as várias medidas previstas, está o aporte de capital pela Petrobras na BR, no valor de aproximadamente R$ 6,3 bilhões. Outra medida será a cisão da companhia com a separação da dívida com a Eletrobras referente à venda de combustível para as termelétricas da Região Norte.
As ações da Eletrobras tem mais um dia de alta, avançando 1,22% (ON) e 0,83% (PNB). A Vale, que foi destaque no pregão da véspera, hoje cai 0,38% (ON) e 0,51% (PNA).

