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Dólar recua ante real com otimismo internacional após dados da China

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar caía frente ao real logo após a abertura desta quarta-feira (1º), em meio a clima de forte apetite por risco no exterior após surpresa positiva em dados manufatureiros da China, enquanto investidores continuavam digerindo a volta da tributação de combustíveis e falas recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Com a agenda desta quarta mais esvaziada em indicadores, os investidores devem começar a olhar com maior atenção os dados do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil do quarto trimestre e do ano de 2022. Os dados serão divulgados nesta quinta-feira (2).

Às 9h04 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,42%, a R$ 5,2039 na venda.

Na B3, às 9h04 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,68%, a R$ 5,2365.

A Bolsa fechou fevereiro com queda acumulada de 7,5%, em um mês que começou com ruídos entre o governo e o Banco Central, e terminou com a sinalização de mudanças na política de dividendos da Petrobras. O dólar fechou em alta nesta terça-feira (28), e encerrou o mês com avanço de quase 3% ante o real.

Nesta terça, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,74%, a 104.931 pontos. É o segundo pior patamar de fechamento do ano, ficando atrás somente do dia 3 de janeiro, quando fechou em 104.165 pontos.

O dólar fechou em alta de 0,36% nesta terça, a R$ 5,224, cotação mais alta desde o dia 10 de janeiro. Em fevereiro, a moeda americana se valorizou 2,9% ante o real.

Os juros futuros tiveram alta. Os contratos com vencimento em janeiro de 2024 saíram de 13,34% do fechamento desta segunda-feira (27) para 13,37% ao ano nesta terça. Para janeiro de 2025, a taxa avançou de 12,59% para 12,68%. Para janeiro de 2027, os juros passaram de 12,81% para 12,97%.

As ações da Petrobras consolidaram uma trajetória de queda depois do anúncio de corte de 3,9% no preço da gasolina em suas refinarias. A medida ajuda a compensar o retorno dos impostos federais sobre o combustível.

Segundo a estatal, a gasolina em suas refinarias passará a custar R$ 3,18 por litro a partir desta quarta (1º), quando os impostos federais voltam a ser cobrados. O valor é R$ 0,13 por litro inferior ao vigente atualmente.

Outra notícia piorou ainda mais o desempenho dos papéis da estatal. Segundo o portal G1, o governo não vai mais seguir a política de dividendos da Petrobras estabelecida durante o governo Bolsonaro.

Na gestão anterior, a Petrobras chegou a distribuir quase a totalidade dos seus lucros aos acionistas, inclusive a União. Agora, segundo informa o G1, a ideia é seguir as regras de mercado, e direcionar parte dos ganhos para investimentos, principalmente em transição energética, e para cumprimento da função social da empresa.

As ações ordinárias da Petrobras fecharam em queda de 4,38%, e as preferenciais recuaram 3,47%.

No final da tarde, o governo definiu como ficarão os tributos sobre os combustíveis. A alíquota de PIS/Cofins vai subir a R$ 0,47 por litro da gasolina e R$ 0,02 por litro do etanol -patamares inferiores aos cobrados antes da desoneração (até R$ 0,69 e R$ 0,24, respectivamente). O diferencial entre os dois combustíveis foi mantido.

Os tributos sobre diesel, biodiesel e gás de cozinha permanecem zerados até o fim deste ano, como já havia sido previsto em MP (medida provisória) assinada por Lula em 1º de janeiro.

Ainda entre as ações, o destaque negativo ficou com a ação ordinária do GPA, com recuo de 7,16%. A empresa divulgou seus números do quarto trimestre de 2022 na noite desta segunda-feira, com prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão.

Na manhã desta terça-feira, saíram dados importantes sobre as contas públicas brasileiras. A dívida bruta do país como proporção do PIB fechou janeiro em 73,1%, o menor nível desde junho de 2017, quando atingiu 72,7%. Em dezembro, a dívida ficou em 73,4% do PIB.

O setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 99,013 bilhões no primeiro mês do ano, em linha com expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters.

No entanto, o valor foi inferior ao superávit de R$ 101,8 bilhões do mesmo mês no ano passado.

Em um cenário de reabertura da economia, a taxa de desemprego do Brasil caiu para 9,3% na média anual de 2022, informou nesta terça-feira (28) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É o menor nível desde 2015 (8,6%), quando a economia brasileira mergulhava em recessão. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

Para o dólar, pesou nesta sexta-feira a tendência global, algo que explica a valorização da moeda americana durante todo o mês de fevereiro.

Nesta sexta, a cautela foi provocada principalmente por dados de inflação na Europa. França e Espanha anunciaram altas nos preços em fevereiro acima do que o mercado esperava.

Às 18h30, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas globais relevantes, subia 0,27%.

Nos Estados Unidos, os índices de ações fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,71%. O S&P 500 registrou queda de 0,30%. O Nasdaq terminou o dia em baixa de 0,10%.

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