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Dólar segue mercado externo e opera em queda, a R$ 3,87

RIO E SÃO PAULO — O dólar comercial opera em queda nesta quinta-feira, acompanhando o movimento do mercado externo. A moeda americana tem variação negativa de 0,30% ante o real, cotada a R$ 3,87. O que contribui para este cenário foi a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos e uma esfriada nos ânimos na disputa comercial com a China. Já o Ibovespa, principal índice de ações local, registra alta de 0,60%, aos 74.844 pontos.

A inflação ao consumidor dos Estados Unidos apresentou uma lata de 0,1% ante 0,2% que era esperado para junho, trazendo certo alívio de que os juros na maior economia do mundo não devem subir mais do que o esperado. Entretanto, os investidores continuam atentos às movimentações da China e dos Estados Unidos no que diz respeito às tensões comerciais entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

Nesta quinta, Pequim afirmou que as empresas que operam no país vão sofrer em uma guerra comercial, pedindo às companhias americanas que pressionem seu governo para proteger seus interesses, afirmando que não há negociações em andamento para encerrar o impasse.

— Esperamos que as empresas dos EUA possam fazer mais para pressionar o governo dos EUA, e trabalhem duro para defender seus próprios interesses — disse o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng.

No mercado acionário, todas as ações mais negociadas do índice estão em alta. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) sobem 1,26%, cotadas a R$ 17,63%. As ordinárias (ONs, com direito a voto) sobem 0,94%, a R$ 20,21. Ontem, os papéis da estatal caíram forte com a derrocada do preço do petróleo no mercado externo.

As ações da Vale registram alta de 0,32%. Os bancos, de maior peso na composição do índice, também estão em terreno positivo. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco sobem, respectivamente, 1,13% e 1,11%. No caso do Banco do Brasil, a valorização é de 1,27%.

A valorização, no entanto, é liderada pelos papéis do setor de siderurgia. As ações da Usiminas sobem 4,51% e as da CSN avançam 3,69%.

Apesar da alta, há a preocupação com o quadro fiscal do Brasil, após o Congresso aprovar a nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 com um volume de gastos acima do projeto original. Também foi derrubado o veto ao reajuste do funcionalismo público.

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