RIO - O dólar comercial sobe pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, avançando 1,61% frente ao real, cotado a R$ 3,203 para venda. Na máxima, chegou a valer R$ 3,209, maior valor durante uma sessão desde 9 de março. Assim como na véspera, o câmbio local segue o comportamento da divisa americana em escala global, que avança com a expectativa sobre o plano que o governo dos Estados Unidos apresentará hoje seu plano para reduzir o imposto corporativo do país de 35% para 15% do lucro das empresas. A medida já foi confirmada pelo secretário do Tesouro americano. O dólar ganha força porque espera-se que o plano estimule a economia do país, sugerindo que uma elevação de juros mais intensa será necessária.
Na Bolsa, o índice de referência Ibovespa recuava no início do pregão mas agora sobe 0,2%, aos 65.281 pontos, sua quarta alta seguidas. O mercado europeu opera em queda leve, enquanto Wall Street opera com leve alta. O índice europeu Euro Stoxx recua 0,25%. O índice FTSE-100, de Londres, cai apenas 0,06%, enquanto o DAX de Frankfurt tem baixa de 0,05%.
A , informou nesta quarta-feira o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin. Indagado em uma entrevista sobre os detalhes da reforma fiscal que a administração Donald Trump deve apresentar nesta quarta-feira, Mnuchin respondeu:
— Não entrarei em detalhes, mas deixe-me dizer que, já que a cifra de 15% foi difundida na imprensa nos últimos dias, posso confirmar que a taxa de imposto às empresas será de 15%.
Na agenda doméstica, às voltas com a resistência de partidos da própria base aliada para apoiar as reformas de seu interesse no Congresso — a trabalhista e a da Previdência —, . O substitutivo do relator Rogério Marinho (PSDB-RN) foi aprovado, ontem, na comissão especial que analisou o tema na Casa, por 27 votos favoráveis e dez contrários. A expectativa é que a tramitação da matéria pelos deputados seja concluída ainda esta semana, seguindo para o Senado.

