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Dólar sobe mais de 1% e Bolsa cai com dúvidas sobre votação da Previdência

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SÃO PAULO - O dólar comercial tem a maior alta desde o início de novembro, nesta quinta-feira, enquanto a Bolsa de Valores recua com os investidores acompanhando as movimentações em torno da Reforma da Previdência. O governo decide hoje se leva ou não a nova versão da reforma para votação no plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana. Diante dessa expectativa, o dólar sobe 1,70% e é vendido a R$ 3,286, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3 está em queda e recua 1,83% aos 71.923 pontos. No exterior, o dollar spot, índice da Bloomberg que compara o desempenho da moeda americana a uma cesta de dez moedas, sobe 0,17%.

Para os analistas da Guide Investimentos, “ainda não está claro se a votação da previdência acontecerá neste ano", e a reação do mercado é negativa nesta quinta-feira. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, teria se mostrado mais pessimista, nesta manhã, em relação ao número de votos que o governo teria para tentar aprovar a reforma. Segundo operadores, nesta manhã, circulou a informação de que Maia disse que o governo tem apenas 200 votos favoráveis à aprovação da reforma, abaixo dos 308 votos necessários.

Ontem, a decisão do PMDB de anunciar apoio oficial à aprovação da reforma fez o dólar fechar em queda de 0,12% a R$ 3,23, enquanto o Ibovespa subiu 0,99% a 73.268 pontos, mas não garante que a proposta seja colocada em votação, mesmo contando com o apoio do PTB.

As principais ações do Ibovespa tem forte desvalorização diante da incerteza em relação à votação da reforma da Previdência. Os papéis preferenciais da Petrobras caem 1,35% a R$ 15,32; as preferenciais do Itaú Unibanco 2,11% a R$ 41,14; Bradesco PN perde 2,32% a R$ 32,34 e Vale ON recua 1,70% a R$ 35,13.

"A quinta-feira tem início negativo para os ativos brasileiros. A decisão de ontem do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,50%, para 7% ao ano, como era esperado pelo mercado. A interpretação que parece clara no momento é de que cortes adicionais dos juros estão condicionados ao andamento da agenda de reformas, em particular a da Previdência. Devido a atual dificuldade de aprovação desta pauta no congresso, a reação do mercado é de que o ciclo de queda de juros deve ter chegado ao fim” - diz o economista do Grupo GGR, Rafael Sabadell.

Mesmo com a decisão polêmica dos Estados Unidos de reconhecer a cidade de Jerusalém como capital de Israel, as bolsas na Europa têm um dia de tranquilidade. Dados mais positivos da zona do euro animam os investidores. A economia da zona do euro cresceu 0,6% no terceiro trimestre na comparação com o segundo e 2,6% em relação ao terceiro trimestre de 2016. Os dados são da leitura final da agência Eurostat e revisam para cima a versão anterior, que mostrava alta de 2,5% na comparação anual.

A Bolsa de Frankfurt sobe 0,21%; Londres tem alta de 0,16% e Paris avança 0,04%.

Para o economista da Capital Economics, Jack Allen, após quase cinco anos de crescimento acima da tendência, a ociosidade na economia da zona do euro, deve ser totalmente absorvida em 2018.

Ontem o barril do petróleo tipo Brent recuou 2,55 após a alta dos estoques americanos e pressionou as Bolsas americanas.

Na Ásia, os principais índices do mercado de ações da Ásia fecharam sem direção comum, com os investidores à espera de dados do mercado de trabalho americano e o último dado da balança comercial chinesa. Tóquio subiu 1,45%; Hong Kong avançou 0,28% e Xangai teve queda de 0,67%.

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