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Doria descarta reduzir ICMS sobre combustíveis para atenuar alta da gasolina

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que "não se estuda e não se vai estudar" a redução de ICMS sobre combustíveis para atenuar uma eventual alta da gasolina devido à crescente tensão entre Estados Unidos e Irã. A medida foi sugerida aos estados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Não há a menor chance de o governo federal depositar essa conta [da alta da gasolina] nos governos estaduais. Não faz o menor sentido isso", disse Doria a jornalistas durante o leilão da concessão de rodovias Piracicaba-Panorama.

Doria afirma ter conversado com outros governadores e que a posição dos estados é similar à de São Paulo.

"O governo de São Paulo não fará isso [reduzir o ICMS sobre combustíveis] e tenho a sensação de que os outros 26 governos também não. O sentimento que pude aferir dos governadores de todas as regiões do país é de que não faremos isso. Esse não é um tema estadual, é federal", afirmou o governador.

Na segunda-feira (6), Jair Bolsonaro disse que não irá interferir no preço da gasolina e que a tendência é de que o valor do combustível se estabilize.

Na entrada do Alvorada ele afirmou que o Ministério de Minas e Energia iria promover uma reunião na segunda (6) com entidades de petróleo e gás para monitorar a variação de preços.

"Cai tudo no meu colo e parece que sou responsável por tudo. Querem que eu tabele. Não tem como tabelar. Nossa política não é essa. Políticas semelhantes no passado não deram certo. A nossa economia tá dando certo", disse.

O presidente reconheceu que o preço da gasolina nas bombas dos postos de gasolina está alto, mas ponderou que "não foi grande" o impacto do ataque americano sobre o valor do combustível.

Na sexta-feira (3), a cotação do petróleo negociado em Londres chegou a subir mais de 4% no início do pregão. Por volta das 15h, porém, recuou para cerca de 3,5%. Ao fim do dia, o petróleo encerrou com alta de 3,70%, cotado em US$ 68,70.

"Eu reconheço que o preço está alto na bomba. Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá, o impacto não foi grande. Foi 5% e passou para 3,5%. Não sei quanto está hoje a diferença em relação ao dia do ataque. Mas a tendência é estabilizar", afirmou.

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