"Se for por tempo curto a paralisação das sessões, conseguimos gerenciar, mas seria importante que não se alongasse. Então, fica o pedido às autoridades públicas para se ter celeridade nessas indicações", disse Braido. O conselheiro Gustavo Augusto seguiu a mesma linha e pediu "sensibilidade" para que o tribunal possa retomar as sessões o quanto antes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda precisa fazer a indicação de quatro nomes ao Senado para compor o conselho, que é formado por sete integrantes. Os escolhidos então precisarão ser sabatinados e terem seus nomes aprovados pelos senadores. Por isso, já se precifica que dificilmente o Cade terá quórum suficiente para abrir a sessão inicialmente programada para 7 de novembro.
Os futuros indicados por Lula formarão maioria no tribunal e participarão de julgamentos importantes que estão próximos de acontecer. Um deles é o que apura potenciais condutas anticompetitivas por empreiteiras no chamado "PAC Favelas", desdobramento da Operação Lava Jato. O caso seria julgado nesta quarta-feira, 25, mas a análise foi mais uma vez adiada a pedido do presidente do órgão, Alexandre Cordeiro.
