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Endividada, 2ª maior empresa aérea da Austrália suspende pagamento de dívidas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Virgin Australia, segunda maior companhia aérea do país, anunciou nesta terça-feira (21) a suspensão de seus pagamentos e a nomeação de administradores judiciais na empresa. A empresa não conseguiu obter do goveno australiano um resgate de US$ 886 milhões (R$ 4,71 bilhões no câmbio atual), segundo reportagem do jornal Financial Times. O processo tem similaridades com a figura da recuperação judicial aplicada no Brasil. A aérea nomeou a consultoria Deloitte para procurar investimentos que possam recapitalizar a empresa, que está envididada e sofreu queda de receita em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. A Virgin é a principal concorrente da Qantas Airways no país, e sua participação de mercado na aviação local é de cerca de 30%. A Virgin acumula perdas de 5 bilhões de dólares australianos (R$ 16,75 bilhões) e, como quase a totalidade do setor aéreo no mundo, precisou deixar a maioria de sua frota no solo devido à pandemia, segundo a reportagem. Vaughan Strawbridge, administrador da Deloitte nomeado pela Virgin, afirmou em comunicado da aérea que busca credores e investidores para "refinanciar o negócio e retirá-lo da administração o mais rápido possível". A Virgin deverá operar os voos programados durante o processo. O colapso da empresa é o maior abalo da aviação australiana desde a falência da Ansett Australia, em 2001, de acordo com o Financial Times. A aérea estava em negociações com Camberra para obter um empréstimo de 1,4 bilhão de dólares australianos. O pedido de socorro desencadeou uma disputa com a líder do setor no país, Qantas, que defendia que a rival não deveria ser socorrida, ainda de acordo com o jornal baseado em Londres. O governo australiano tem resistido a prestar auxílio financeiro à Virgin, cujos acionistas em sua maioria são estrangeiros. Hoje, as empresas aéreas Singapore Airlines, de Singapura, e Etihad, dos Emirados Árabes Unidos, além dos grupos chineses HNA e NanShen têm, cada um, 20% da empresa. A Virgin emprega hoje 10 mil funcionários.

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