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Fim de distanciamento não estava na pauta de grupo de empresários no STF

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A reunião do grupo conhecido como Coalizão Indústria com o presidente Jair Bolsonaro e outros membros do governo tinha uma pauta bem precisa: situação da indústria, ações e doações para o combate ao novo coronavírus, retomada do setor produtivo -com a explicação de que a pandemia veio logo após uma longa crise que atingiu as indústrias- e retomada do crescimento, com diminuição do custo Brasil e a volta da agenda de reformas. O encontro, no entanto, acabou sendo marcado por uma discussão sobre a flexibilização da quarentena que foi levantada pelo presidente. Segundo relatos ouvidos pela reportagem, quem entrou no assunto foi o próprio presidente ainda durante a reunião no Planalto. Só após isso, segundo relatos, Marco Polo de Mello Lopes, da Açobrasil, concordou com o presidente. Foi nesse momento, dizem os industriais, que Bolsonaro perguntou se eles teriam coragem de falar que a indústria brasileira está na UTI, precisando de oxigênio, com quem estivesse de plantão no STF. Segundo participantes do encontro, o grupo afirmou apenas que precisa haver um planejamento para a reabertura, para que a indústria possa estar preparada. "Não teve pedido para reabertura de comércio", disse Synésio Batista, presidente da Abrinq (Associação Brasileira de Brinquedos). Outro industrial, que preferiu não ter o nome revelado, disse que os industriais sabem que não cabe ao presidente decidir sobre a reabertura do comércio, e sim aos governadores e prefeitos. A coalizão tem se reunido com membros do governo com frequência, sobretudo após o início da pandemia do novo coronavírus. Na última reunião com o ministro Paulo Guedes, da Economia, o grupo havia sugerido que o governo utilizasse os bancos públicos para ajudar a liberar o dinheiro emergencial para pequenas e médias empresas que estão passando por dificuldades por conta da quarentena. Esse foi também uma das principais reclamações feitas durante esse encontro com o presidente. Guedes e Bolsonaro reconheceram que o crédito ainda não chegou à ponta e afirmaram que estão trabalhando para que o dinheiro chegue para quem precisa de capital de giro. Outro ponto levantado foi o risco de invasão de produtos asiáticos no mercado brasileiro, já que a indústria dos países do continente -especialmente as da China, início da pandemia- já volta a funcionar com normalidade após o surto por lá ter diminuído. "Achei extremamente positiva a reunião porque o governo reconheceu que precisa resolver o processo de crédito das empresas e que a indústria vai sair prejudicada. Vamos precisar da agenda de competitividade do país e da retomada da agenda do custo Brasil e da reformas", disse José Velloso, presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Os industriais afirmam, no entanto, que o governo não apresentou nenhum tipo de proposta concreta para que o crédito chegue às empresas. Mesmo que a flexibilização não tenha sido uma das agendas previstas para a reunião, foi após um encontro com os membros da coalizão que a proposta para a flexibilização da quarentena imposta para conter o novo coronavírus no estado de São Paulo começou a ser gerida pelo governador João Doria (PSDB). À época, o grupo disse apoiar a quarentena, mas pediu ao governador ao menos uma previsão de quando as coisas começariam a ser flexibilizadas. O grupo que forma a Coalizão Indústria é um antigo interlocutor do presidente. A primeira reunião com Bolsonaro ocorreu no fim de 2018, uma semana antes do segundo turno das eleições. A Coalizão surgiu como alternativa "‹para industriais terem uma interlocução direta com o governo, sem depender de entidades como a Fiesp. Atualmente, conta com 15 entidades do setor. Presidente inclui construção entre atividades essenciais Brasília"‚O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ampliou a lista de serviços essenciais durante a pandemia do novo coronavírus, atendendo a demanda de empresários que se reuniram com ele na manhã desta quinta-feira (7). Além da construção civil, que ele havia anunciado mais cedo, o presidente incluiu, em edição extra do Diário Oficial da União, mais três categorias: atividades industriais, setor de produção, transporte e distribuição de gás natural e o ramo químico e petroquímico de matérias-primas, bem com de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas. Com a inclusão na relação, as atividades econômicas passaram a ser autorizadas a funcionar mesmo diante das restrições de circulação determinadas por estados e municípios. Na semana passada, Bolsonaro já havia incluído na relação 13 serviços, entre eles a locação de veículos, o comércio de produtos de higiene e alimentação e o transporte de carga. Bolsonaro ainda prometeu ampliar a relação de atividades que são consideradas essenciais. Ele prometeu novos decretos nos próximos dias. "O que não está no decreto ficou decidido que estados e municípios diriam se essas categorias poderiam ou não funcionar." Daniel Carvalho e Gustavo Uribe

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