Um magistrado investigador emitiu cinco mandados de prisão internacionais contra Ghosn, ex-chefe da Nissan e Renault, e os atuais donos ou antigos diretores da empresa Suhail Bahwan Automobiles, de Omã, segundo afirmou o gabinete do procurador no subúrbio de Nanterre, em Paris, ao Wall Street Journal . Eles alegam que Ghosn movimentou milhões de dólares de fundos da Renault por meio da distribuidora de carros pra seu uso pessoal, inclusive a compra de um iate.
Ghosn fugiu de um julgamento por acusação de irregularidades financeiras no Japão e foi ao Líbano escondido numa caixa de equipamento musical. Depois de escapar, ele inicialmente saudou a investigação francesa, dizendo que acreditava no sistema de justiça francês, que lhe permitiria provar sua inocência.
Uma porta-voz de Ghosn não quis falar sobre os mandados de prisão. O mandado de prisão mais recente não muda fundamentalmente a situação pessoal de Ghosn. Após fugir do Japão, ele continua no Líbano, onde vive como fugitivo internacional numa casa comprada pela montadora japonesa. O Líbano não extradita seus cidadãos, e Ghosn tem cidadania no país, na França e no Brasil.
Pessoas próximas a Ghosn não descartam sua ida à França para enfrentar julgamento um dia, embora digam que isso é dificultado pelo fato de o Líbano atualmente ter seus passaportes. Isso também pode significar estar longe da sua esposa por um período prolongado.

