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Funcionários da Airbnb poderão trabalhar de onde quiserem

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Funcionários do Airbnb poderão trabalhar de qualquer lugar dentro de seus países, comunicou o presidente-executivo da empresa de alugueis por temporada Brian Chesky em um email à sua equipe na tarde desta quinta-feira (28).

"Há duas décadas, as startups do Vale do Silício popularizaram a ideia de ambientes integrados e regalias nos locais de trabalho, que foram logo adotados ao redor do mundo", afirmou. "De forma semelhante, as startups de hoje abraçaram o home office e a flexibilidade, e eu acho que esse vai ser o modo de trabalho predominante em 10 anos."

Segundo Chesky, há exceções para os que precisam estar em locais específicos, mas a medida vale para a "vasta maioria dos funcionários", que poderão trabalhar tanto de casa quanto do escritório.

Os que quiserem mudar de cidade deverão ficar no país em que foram contratados e não verão seus salários diminuírem ou aumentarem, independentemente de diferenças de custo de vida. A partir de setembro, porém, será possível trabalhar de quase qualquer lugar do mundo --170 países-- por 90 dias no ano.

Também estão previstos encontros da equipe a cada trimestre.

Vinay Gaba, líder de tecnologia da empresa, escreveu em sua conta no Twitter que esperava flexibilidade, mas que o anúncio era "o melhor cenário que alguém poderia esperar". "Que bom que nossa equipe conseguiu fazer acontecer", afirmou.

Desde que a pandemia tornou o trabalho remoto uma possibilidade, Chesky virou um entusiasta do modelo de trabalho --que pode beneficiar o seu negócio. Em janeiro, ele anunciou que agora "morava no Airbnb". Voltaria para San Francisco com alguma frequência, mas não permaneceria ali --nem em cidade alguma por mais de algumas semanas.

No último email, o empresário defende a sua ideia: a flexibilidade do trabalho permite que sejam recrutados talentos de qualquer lugar, não só dos arredores do escritório, e aumentaria a diversidade entre os funcionários.

Um de seus maiores trunfos, porém, é a manutenção da empresa durante a pandemia, quando os funcionários estavam trabalhando de casa. Em junho de 2020, três meses após a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificar a Covid-19 como pandemia, Chesky falou sobre a crise que e empresa enfrentava em uma entrevista à CNBC.

"Demoramos 12 anos para construir o negócio do Airbnb e perdemos quase tudo em questão de quatro a seis semanas", afirmou na época. Ainda em 2020, o empresário listou a companhia na Bolsa de Valores de Nova York, no maior IPO (oferta pública de ações, na sigla em inglês) do ano dos Estados Unidos. "Reconstruímos a empresa do zero, abrimos o capital, atualizamos todo o nosso serviço e registramos ganhos recordes, tudo isso trabalhando remotamente", escreveu ele na mensagem aos funcionários.

Assim como outras empresas de tecnologia, porém, a Airbnb patina. Desde a estreia na Bolsa suas ações já caíram 24,92%, entre altos e baixos.

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