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Governador do RJ diz que vai lançar ações da Cedae na Bolsa em abril de 2021

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ), disse que vai fazer o IPO (venda de ações) de 60% das ações da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) em abril de 2021. 

Segundo ele, o objetivo é arrecadar cerca de R$ 11 bilhões com a concessão da distribuição de água e de coleta e tratamento de esgoto da companhia em outubro deste ano e mais cerca de R$ 3 bilhões com o IPO no ano que vem.

"O Rio precisa de investimento, ele tem situações de habitação que ninguém vai querer pegar para fazer projetos privados. Uma solução é pegar uma parte de dinheiro para investir", disse o governador fluminense durante o evento CEO Conference Brasil 2020 do banco BTG Pactual, nesta terça-feira (18), em São Paulo.

Witzel participou do evento ao lado dos governadores João Doria (PSDB-SP) e Eduardo Leite (PSDB-RS), de São Paulo e Rio Grande do Sul, respectivamente. 

Os três defenderam o diálogo e fizeram críticas ao presidente Jair Bolsonaro, principalmente sobre a questão do ICMS dos combustíveis.

No início do mês, Bolsonaro desafiou os governadores e disse que zeraria os tributos federais se os estados eliminassem o ICMS cobrado desses produtos.

"Eu zero o federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito. Tá ok?", disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada. 

"Lança-se um desafio, que gera uma expectativa na população, que vai gerar uma frustração. Num primeiro momento olhei com receio, com a possibilidade de manifestações como tivemos com os 20 centavos do transporte coletivo. É importante aproximar, não estamos cada um de um lado do balcão. Estamos no mesmo lado para atender o anseios da população", disse Leite. 

Witzel disse que ficou perplexo com as declarações de Bolsonaro e que já foi "vítima de uma das acusações levianas" do presidente. "Fui acusado de manipular o Judiciário e o Ministério Público. Jamais faria isso", afirmou. 

O governador paulista, João Doria, disse que o diálogo é importante. "Não podemos viver num país no clima de gincana. O presidente Bolsonaro precisa de uma boa dose de humildade. Independentemente de quem o elegeu, ele governa para todos os brasileiros. É assim que se faz um bom governo". 

Doria ainda elogiou o ministro Sergio Moro, da Justiça. "O Brasil deve muito ao Moro, que colocou o Lula na prisão, da onde ele não deveria ter saído", disse ele, que foi aplaudido por parte das 3.000 pessoas presentes. 

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