Início Economia Governo quer aumentar formalização de mulheres no mercado de trabalho até 2027
Economia

Governo quer aumentar formalização de mulheres no mercado de trabalho até 2027

Envie
Envie

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer aumentar a taxa de formalização das mulheres no mercado de trabalho e reduzir a diferença salarial entre gêneros nos próximos anos.

As metas constam na agenda transversal de Mulheres no PPA (Plano Plurianual) de 2024-2027, divulgada nesta segunda-feira (4). O relatório foi elaborado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, com apoio do Ministério das Mulheres e da ONU Mulheres.

De acordo com o documento, a meta é ter uma taxa de 45,2% das mulheres no mercado formal de trabalho em 2027, uma elevação de 4,2 pontos percentuais em cinco anos. Em 2022, o índice era de 41%, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do 4º trimestre de 2022, que foram usados para contextualizar o programa.

A iniciativa para formalização das mulheres envolve um aumento gradual da taxa, com metas de 41,7% para este ano, 42,9% para o próximo e 44,1% em 2026.

Para alcançar esse objetivo, o governo conta com algumas estratégias, como cursos de qualificação profissional para mulheres, ações de formação e qualificação para trabalhadoras domésticas, incluindo mais de 14 mil mulheres ao longo de quatro anos.

Também há previsão de 52 ações de formação e qualificação para igualdade e direitos no mundo do trabalho -quatro neste ano, 32 em 2025, 11 em 2026 e cinco em 2027.

Entre as medidas institucionais, estão vinculadas a essa meta a regulamentação da lei que dá prioridade no atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar pelo Sine (Sistema Nacional de Emprego).

Os compromissos e metas voltados para mulheres estão inseridos em 45 dos 88 programas do PPA, distribuídos por 21 ministérios. O relatório contempla 85 objetivos específicos, 191 entregas e 75 medidas institucionais e normativas.

No âmbito da autonomia econômica, o documento traz também como objetivo estratégico a redução da disparidade salarial entre homens e mulheres. Em 2021, quando foi elaborado o último PPA, essa diferença era de 25%.

De acordo com os dados usados como base para o desenvolvimento do programa, as mulheres ganhavam 22% menos do que os homens.

Para esse indicador-chave voltado para desigualdade de gênero, o governo trabalha com dois cenários: um resultado base e outro desejável. A meta mais ambiciosa busca reduzir para 12% a desigualdade salarial entre homens e mulheres, enquanto o objetivo mais conservador aponta uma queda para 19%.

"Esse sistema [de bandas] oferece maior flexibilidade para lidar com incertezas, ancora as expectativas dos atores sociais em torno da melhoria desejada com uma visão de médio prazo e permite o monitoramento de cada um dos objetivos estratégicos definidos", diz o texto.

Com o intuito de promover maior autonomia econômica por meio de ações de estímulo à socialização do cuidado e de geração de renda, o governo traça como meta um incremento de 0,7% ao ano no rendimento real do trabalho das mulheres.

Para atingir esse objetivo, estão previstas iniciativas como ações de formação sobre a política nacional de cuidados em cada ano do PPA, iniciativas de formação de organização econômica para mulheres catadoras de materiais recicláveis e para organizações produtivas e econômicas de mulheres rurais, do campo, das águas e das florestas.

Lançado nesta segunda, o relatório da Agenda Transversal de Mulheres reúne programas, objetivos específicos, entregas e metas que o Executivo tem para avanço das políticas públicas para mulheres no seu Plano Plurianual de 2024-2027.

"Só tendo um mapa em termos de diagnóstico que a gente consegue ver se tem sobreposição, se tem sombreamento, se tem lacuna. Esse mapa ajuda a gente a melhorar o conjunto das políticas públicas", diz a secretária nacional de Planejamento, Leany Lemos.

O relatório é dividido em cinco dimensões: viver sem violência; autonomia econômica; igualdade de decisão e de poder; saúde e ambiente; e capacidade institucional.

Na dimensão que tem a violência de gênero como foco, são listadas, por exemplo, ações elaboradas por pastas como a das Mulheres, da Justiça, do Desenvolvimento Social e do Trabalho, envolvendo equipamentos de apoio às mulheres, canais de denúncia e seminários sobre a discriminação, assédio e violência no trabalho.

O relatório apresenta metas, indicadores e medidas institucionais vinculadas a cada uma das dimensões, como criação de atos normativos, acordo de cooperação técnica e produção de diretrizes, normas técnicas e protocolos de atendimento.

A cerimônia que oficializa o lançamento do documento tem entre as convidadas a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia e outras ministras do governo petista.

Siga-nos no

Google News