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Governo quer fazer leilão de termelétricas que cria taxa extra na conta de luz

Governo quer fazer leilão de termelétricas que cria taxa extra na conta de luz
Governo quer fazer leilão de termelétricas que cria taxa extra na conta de luz

BRASÍLIA - O governo vai colocar em consulta pública uma minuta de decreto que altera as regras de contratação de usinas termelétricas a gás, criando um novo conceito chamado leilão de potência, uma espécie de reserva de energia para atender a demanda de carga no futuro. A novidade é que o custo será repassado para a conta de luz de todos os consumidores (residências e indústrias) e não apenas com as famílias, como ocorre atualmente, quando as termelétricas são acionadas.

De acordo com técnicos do Ministério de Minas e Energia, serão realizados leilões de termelétricas no Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. O prazo dos contratos será de 15 anos, a partir da data de operação das usinas, em 2023. Como esse tipo de leilão demora pelo menos três meses para ser concretizado, a ideia é deixar tudo pronto para que o próximo governo realize os certames.

Quando as novas usinas estiverem concluídas, prontas para entrar em operação, os consumidores passarão a pagar na conta de luz uma taxa extra para cobrir o custo do empreendimento. E uma vez acionadas, em caso de necessidade para suprir outras fontes de energia e atender a demanda, será cobrado um valor adicional.

Inicialmente, o governo pretendia contratar termelétricas só do Nordeste, mas diante das críticas de que o sistema elétrico é interligado, decidiu ampliar para outras regiões, onde a tendência é de aumento da demanda. Apenas o Norte ficou de fora.

O governo alega que a medida vai limpar aos poucos a matriz energética porque o gás é menos poluente. Além disso, o custo para o consumidor poderá cair em até 50% porque o acionamento das termelétricas a diesel custa mais caro para o consumidor. A ideia, segundo os defensores do leilão, é substituir essas usinas, cujos contratos vencerão nos próximos anos, por outras usinas a gás.

A medida é polêmica e desagrada ao setor industrial. O argumento é que substituição de usinas a óleo poderia ser feita por meio dos leilões regulares, nos quais a energia é contratada pelas distribuidoras dos estados e os custos não recaem na conta de luz de todos os consumidores.

Para o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, além de assegurar maior estabilidade ao sistema, a medida tem a finalidade de gerar uma energia limpa e a "preço justo".

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