Após forte pressão do governo pela redução dos juros, Haddad disse nesta quinta que o País acordou mais aliviado pela convergência da técnica, que pautou, segundo ele, a decisão do Copom, com a política.
Ao se mostrar preocupado com a desaceleração da atividade econômica na margem, o ministro observou que não há mais como dar estímulos fiscais à economia, de modo que o impulso precisa agora vir do lado monetário.
Ele frisou que não adianta manter juros altos para derrubar a inflação para 2% se a perda de dinamismo da economia, com impacto na arrecadação, produzir um rombo no orçamento.
Em tom amistoso nos comentários sobre o trabalho do BC, Haddad disse querer se aproximar da autarquia e que está cada vez mais interessado nos modelos que guiam os movimentos do Copom.
Segundo ele, havia uma ansiedade para que o ciclo de flexibilização monetária tivesse começado antes, e um corte de 0,25 ponto porcentual poderia ter vindo já em maio.
Apesar disso, e dos ataques do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Campos Neto, Haddad garantiu que nunca passou pela cabeça do chefe do Executivo mudar a autonomia do BC.

