"O Rio Grande do Sul, para nós, é uma questão que temos que enfrentar, questão humanitária, econômica, social ... Não vamos nos furtar a atender o Rio Grande do Sul", disse Haddad, durante audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados para discutir a política econômica do País.
O ministro questionou se é razoável sair de um déficit contratado de mais de R$ 200 bilhões para um equilíbrio fiscal no período de um ano. "É isso que pode acontecer", comentou, em referência à meta primária de déficit zero.
Ele também voltou a defender a harmonização política e fiscal. "Sempre defendi a tese de que a política fiscal e monetária têm que se harmonizar. São braços do mesmo organismo, não são organismos diferentes. Ou seja, elas têm que andar firmemente juntas", disse.
Segundo o ministro, com políticas fiscal e monetárias mais saudáveis, é possível garantir um ciclo virtuoso à economia brasileira.
Ele reforçou o desejo de que a economia gaúcha se recupere o mais rápido possível e destacou que haverá reforço nacional em prol da reconstrução do Estado, com parceria entre Executivo e Legislativo.
Haddad disse ainda que o cenário externo gera desafios para a economia brasileira, como o próprio nível dos juros internacionais, especialmente dos Estados Unidos. Também citou que deve haver atenção à guerra comercial, em um cenário em que a China "despeja" mercadorias muito baratas em outros países, e à inflação na economia norte-americana e na Europa.
"Não tem céu de brigadeiro, tem que tomar cuidado com muita coisa", reforçou o ministro. Apesar das adversidades externas, ele citou que o Brasil pode fazer um ajuste fiscal com baixo custo social já que "não deve nada a ninguém", não depende do Fundo Monetário Internacional (FMI) e tem uma reserva de dólares robusta.
Durante a audiência, ele citou o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em impulsionar investimentos, como medidas referentes ao setor de aço e cerca de R$ 100 bilhões que poderão vir com o setor de celulose.

