BRASÍLIA - Depois da União Europeia, agora é Hong Kong que quer explicações sobre a terceira fase da Operação Carne Fresca, da Polícia Federal, que revelou um esquema de concessão de laudos falsos pelos laboratórios particulares para esconder a incidência de salmonela em carnes de aves. A demanda foi feita nesta terça-feira.
A UE acionou o Ministério da Agricultura na noite de segunda-feira. O bloco europeu é um dos 12 mercados que exigem certificados atestando que não há samonela no produto. Embora a legislação de Hong Kong não tenha essa exigência, as autoridades sanitárias de lá demonstraram preocupação sobre como o governo está lidando com essa questão.
Na segunda-feira, assim que foi deflagrada a terceira fase da operação da PF - chamada Trapaça, o Ministério da Agricultura suspendeu a licença dos laboratórios envolvidos e proibiu que os frigoríficos investigados continuassem vendendo para esses 12 mercados. Além da União Europeia, a lista inclui, África do Sul, Argélia, Coreia do Sul, Israel, Irã, Macedônia, Maurício, Tadjiquistão, Suíça, Ucrânia e Vietnã.
