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Ibovespa avança com fala de Trump sobre Irã

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 9 Mar (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país está muito à frente do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas na guerra contra o Irã e que acredita que o conflito está "praticamente concluído".

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa .BVSP subiu 0,86%, a 180.915,36 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 181.952,23 na máxima e 177.636,63 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$37,6 bilhões.

Em entrevista à CBS, Trump disse que acredita que a guerra contra o Irã "está praticamente concluída", e que os EUA estão "muito à frente" do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas, segundo relato de um repórter da CBS na plataforma X.

Preocupações sobre a duração do conflito e seus reflexos na oferta de petróleo têm impulsionado os preços da commodity e adicionado preocupações sobre os efeitos na inflação global e, por consequência, na política monetária no mundo.

Nesta segunda-feira, o barril do petróleo sob o contrato Brent chegou a superar US$119, atingindo níveis não vistos desde meados de 2022, antes de desacelerar a alta para fechar a US$98,96 (+6,76%).

Trump dará uma entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira, às 18h30 (de Brasília), mas não há detalhes sobre o que abordará.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, encerrou o dia em alta de 0,83%, também ganhando força com as declarações do presidente norte-americano.

De acordo com analistas do Itaú BBA, no relatório Diário do Grafista nesta segunda-feira, quando perdeu o patamar de 180 mil pontos, o Ibovespa saiu da tendência de alta de curto prazo que durava desde setembro de 2025.

"A tendência para o ano ainda é de alta, com os ventos ainda favoráveis para o mercado de ações, porém essa pausa no curto prazo pode trazer mais volatilidade e realizações de lucros por parte dos investidores", afirmaram.

"O índice precisa ultrapassar os 185.500 pontos. Se conseguir, o movimento de recuperação ganhará força e encontrará próximas resistências em 187.000 190.100 e 192.700 pontos."

DESTAQUES

- PETROBRAS PN avançou 2,49%, endossada pelo movimento dos preços do petróleo, com outras petrolíferas com ações na B3 acompanhando o movimento. PRIO ON subiu 0,52%, mas BRAVA ENERGIA ON e PETRORECONCAVO ON foram exceções e caíram 1,06% e 0,08%, respectivamente.

- VALE ON subiu 0,51%, revertendo queda mais forte registrada mais cedo, em dia de alta dos preços futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 2,28%, a 784,5 iuans (US$113,44) a tonelada.

- ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,54%. BRADESCO PN encerrou estável, BANCO DO BRASIL ON caiu 0,02% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou em alta de 0,29%.

- MRV&CO ON desabou 7,85%, após reportar resultado do último trimestre, que mostrou lucro líquido ajustado de R$116 milhões. A construtora também informou que a administração decidiu pela não continuidade da divulgação de projeções para o exercício de 2026.

- ULTRAPAR ON subiu 1,06%, em meio a notícias de negocia a venda de uma participação na rede de postos de combustíveis Ipiranga. No setor de distribuição de combustíveis, VIBRA ON avançou 1,7%, enquanto RAÍZEN PN encerrou estável.

- RUMO ON valorizou-se 2,97%, tendo de pano de fundo expectativas de que a operação com a Ipiranga possa fornecer caixa para a Ultrapar comprar uma participação na transportadora ferroviária.

- EMBRAER ON subiu 2,76%. O presidente-executivo da fabricante de aviões, Francisco Gomes Neto, afirmou à Reuters que a companhia poderá lançar jatos regionais E175-E1 de uma possível linha de produção na Índia já em 2028, mas o plano depende de encomendas de pelo menos 200 aeronaves.

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