SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores não acompanhou a recuperação dos índices americanos ao longo desta quinta-feira (16) e fechou em queda de 1,3%, a 77.811 pontos. Para analistas do mercado, o motivo da desvalorização não é consenso. Enquanto uns veem como realização de lucros após as sessões positivas de segunda e terça, acompanhando a sessão negativa de Bolsas europeias, asiáticas e latinas, outros acreditam que a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, possa ter levado ao descolamento dos índices americanos. A relação entre o presidente Jair Bolsonaro e Mandetta estava desgastada havia cerca de um mês por divergências na condução do combate à pandemia do coronavírus. No último dia 6, a notícia de que o presidente avaliava demitir o ministro fez a Bolsa de Valores brasileira sair de uma alta de mais de 8% no pregão para 6,5% no fechamento. Parte do mercado avalia que, desde então, a troca no comando da Saúde já estava precificada pelos investidores. A avaliação positiva do ministro, contudo, torna a demissão um risco político ao presidente. O anúncio foi recebido com panelaços. Segundo analistas, a má recepção pode ser um condicionante da queda da Bolsa. O dólar comercial fechou a R$ 5,2550 na quarta alta seguida, valorização de 0,22%. Em Nova York, o índice S&P 500 subiu 0,6% e Nasdaq, 1,7%. Dow Jones teve leve alta de 0,14%. Apesar de iniciarem o dia negativo com dados ruins de desemprego, setor imobiliário e atividade empresarial no país, as Bolsas americanas se recuperaram com a expectativa do plano de reabertura da economia do presidente Donald Trump.