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Indústria teve alta em 13 de 15 locais pesquisados em janeiro, diz IBGE

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A produção industrial cresceu em 13 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em janeiro. Foi a alta mais disseminada desde maio de 2018, quando o setor se recuperava da greve dos caminhoneiros. A indústria brasileira teve alta de 0,9% em janeiro, após dois meses de queda. Foi o melhor desempenho para o mês desde janeiro de 2017, segundo o IBGE. A indústria de São Paulo cresceu 2,3%, puxando a alta do indicador. "Essa alta foi impulsionada pelos setores de veículos automotores, máquinas e equipamentos e metalurgia", disse o analista responsável pela pesquisa, Bernardo Almeida. A segunda maior influência positiva veio do Rio, com alta de 3,9%, influenciada pelos setores automotivo e de derivados de petróleo. Na Bahia, o crescimento foi de 10,3%, anulando as perdas acumuladas de 5,5% nos três meses anteriores. Indústria automotiva, produtos químicos e derivados de petróleo impulsionaram a indústria baiana em janeiro. De acordo com o IBGE, os únicos estados com recuo foram Pará (-4,2%) e Mato Grosso (-2,3%). No primeiro, foi a queda mais intensa desde setembro de 2019, reflexo de recuo no setor extrativo. Em janeiro, o crescimento foi disseminado em três das quatro grandes categorias econômicas pesquisadas pelo instituto, com destaque para bens de capital, que avançou 12,6% após um fim de ano de queda. Para a pesquisadora Luana Furtado, do FGV IBRE, o resultado poderia sinalizar um crescimento mais elevado do PIB, mas o surto de coronavírus trouxe novas incertezas trazidas para o setor. De acordo com os dados do IBGE, a produção industrial mostrou comportamento volátil ao longo de 2019. Durante o ano, foram sete meses de quada e cinco de alta. Na comparação com janeiro do ano anterior a indústria está em alta em apenas 8 dos 15 locais pesquisados. Ao todo, a produção industrial nacional registrou queda de 0,9% nessa base de comparação. O quadro é semelhante quando se compara o indicador acumulado de 12 meses, com alta em apenas 8 dos 15 locais pesquisados. Em São Paulo, o crescimento acumulado é de 0,7%. A maior baixa é do Espírito Santo (-17,4%), sob efeito da redução do processamento e embarques de minério de ferro após o rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG), que deixou 270 mortos. Em Minas, a produção industrial acumulada em 12 meses tem queda de 6,8%.

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