SÃO PAULO — A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conseguiu comercializar 31 dos 35 lotes ofertados no leilão de transmissão realizado nesta segunda-feira na B3 (ex-BM&F Bovespa). Os vencedores dos lotes vendidos terão de investir R$ 12,7 bilhões em instalações que devem entrar em funcionamento em prazos que variam de 36 a 60 meses.
O deságio médio oferecido pelos vencedores foi de 30%. Mas, em alguns trechos, por conta da ampla disputa, o desconto superou 50%.
Para Moreira Franco, ministro-chefe do Secretaria-Geral da Presidência, e para Fernando Bezerra Filho, ministro de Minas e Energia, o resultado do leilão foi um “sucesso” e mostra a retomada na confiança na economia brasileira.
— O importante desse leilão é que o deságio foi mais alto e isso significa preços mais baixos (de energia) para o consumidor — afirmou Moreira Franco, para completar: — Com esse leilão estamos completando 50% de realização de concessões dos ativos apresentados na primeira reunião do PPI (Programa Parcerias de Investimentos) — salientou.
Foram oferecidas concessões para construção, operação e manutenção de 7,4 mil quilômetros de linhas de transmissão em 20 estados, com investimento previsto de R$ 13,1 bilhões. Como quatro lotes não tiveram interessados, o investimento total terminou em R$ 12,7 bilhões.
O lote mais disputado foi o 8, no Rio de Janeiro, com 15 propostas.
Entre os principais lotes leiloados estão linhas entre Minas Gerais e São Paulo (lote 19), que tinha valor máximo de R$ 390,8 milhões, que foi arrematado com deságio de 47,4% pela EDP. O lote 18 de linhas entre São Paulo e Rio de Janeiro, arremato por consórcio formado pela Alupar e pela Apollo 12 Participações, teve 48% de deságio sobre valor máximo de R$ 190 milhões.

