BRASÍLIA — O ministro da Secretaria de Governo, , afirmou nesta sexta-feira que o governo não vai condicionar a pela Caixa Econômica Federal a governadores ao apoio à . Segundo ele, isso nunca foi dito e essa interpretação é mentirosa. Durante entrevista para liberação de financiamento para obras de saneamento para estados, Marun desafiou acharem, em suas entrevistas anteriores, o trecho em que essa condicionante foi feita. Segundo ele, a questão se assemelha à prática nazista de repetir uma mentira até que ela seja tomada como verdade:
— A entrevista está disponível. Mostrem lá onde eu falei. Separem naquela entrevista o trecho aonde eu digo que está condicionado ao apoio da reforma qualquer ação governamental. Não vão achar. É igual ao nazismo, uma mentira que é repetida a exaustão acaba se transformando em verdade.
Na terça-feira, o ministro afirmou que financiamentos dos bancos públicos são “ações do governo”, ”:
— Financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo, o governador poderia tomar esse financiamento no Bradesco, não sei aonde. Obviamente, se são na Caixa, no Banco do Brasil ou no BNDES são ações de governo. Nesse sentido, entendemos que deve sim ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência, que é uma questão que entendemos hoje de vida ou morte para o Brasil — disse Marun.
Em protesto contra a fala de Marun, manifestando “profunda estranheza” com as declarações, e a ameaçando “promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos”. Na quinta-feira, , e cobrando “responsabilidade” dos agentes públicos.
Nesta sexta-feira, Marun ressaltou que, apesar de não condicionar a liberação de financiamento ao apoio à reforma, não vai “abrir mão de pleitear o apoio dos agentes públicos brasileiros, especialmente os que estão sendo beneficiados por ações de governo”. E ressaltou que adota um discurso “do politicamente correto e da mentira” quem acredita que a Caixa é apenas um banco, sem comprometimento com as ações e interesses de governo:
— Nessa trajetória do politicamente correto e da mentira, duas se estabeleceram com muita força. A primeira é que a Caixa é um banco, como se não fosse a missão dela executar politicas públicas e de governo. É mentira quem dizer que a Caixa não existe para isso. Outra mentira que se estabeleceu é que estaria se chantageando, condicionando — disse.
Marun reforçou que não existe meios de estados, municípios e União “sobreviverem” financeiramente sem a reforma da Previdência. E que, nesse sentido, o governo Temer concede “uma oportunidade para o Brasil”.
— Por isso que eu vejo o governo Temer como uma oportunidade para o Brasil. Um governante que tem a coragem de dizer a verdade, isso choca muito. Tem gente que treme quando ouve a verdade. Não vamos condicionar (a liberação de empréstimos à reforma) porque não temos poder para isso, mas vamos pleitear.
Também presente no evento, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou que a Caixa não pode fazer esse tipo de condicionamento e que nunca recebeu orientação nesse sentido do Palácio do Planalto:
— Não tem essa posição para ninguém. Nunca recebemos condicionamento do Palácio.

