BRASÍLIA — O ministro da Fazenda, , disse a investidores nessa quarta-feira que, em uma primeira avaliação, o governo não vê vantagem em tratar itens da por projeto de lei complementar. Questionado sobre o assunto por representantes de várias corretoras e bancos de investimento, o ministro disse que a atual proposta de reforma já estava suficientemente desidratada e não valeria a pena fatiá-la ainda mais.
— O ministro lembrou que a proposta que estava no Congresso já estava reduzida a 60% do proposto inicialmente. A parte infraconstitucional chegaria a cerca de 20% disso — disse um participante da reunião.
Meirelles deixou claro que, diante da situação, a conclusão do governo é que seria melhor perseguir uma reforma mais ampla após o término da intervenção no Rio de Janeiro. Questionado sobre o cenário fiscal do país, ele afirmou ainda que parte das 15 medidas listadas pelo governo como prioridade na pauta econômica do Congresso é endereçada ao equilíbrio das contas públicas. Mas ressaltou que a agenda tem o objetivo principal de modernização e aumento da produtividade.
Outro tópico levantado repetidas vezes durante a reunião diz respeito ao projeto que define a autonomia administrativa do Banco Central, um dos itens da lista de prioridades da equipe econômica. Meirelles afirmou ser favorável à autonomia desde a época em que presidiu o órgão, mas ponderou que que a lista de prioridades é do Executivo e que cabe ao Congresso avaliar.

