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Meirelles diz ser importante que o próximo presidente não tenha o desafio de aprovar a reforma da Previdência

RIO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em evento no Rio nesta segunda-feira, disse que as reuniões com a base aliada no fim de semana para discutir a reforma da Previdência foram "extremamente positivas" e que existe um comprometimento "muito grande dos partidos da base com a reforma" e "um esforço grande e concentrado para que isso seja resolvido logo." O ministro afirmou ainda que cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e ao presidente Michel Temer decidir quando a reforma será colocada em pauta e acrescentou que há uma "boa possibilidade" de ela ser votada ainda esse ano - apesar da dificuldade do governo de reunir os votos necessários para a aprovação do texto.

- Há uma boa possibilidade de ser votada esse ano ou, numa hipótese menor, no início da próxima legislatura. Para o país é importante, para crescer e gerar emprego. E é importante que o próximo presidente a assumir não tenha esse enorme desafio que é enfrentar uma reforma da Previdência.

Meirelles fez questão de repetir que, hoje, não é candidato à presidência e que seu foco é na economia. Sua decisão será tomada apenas em março, prazo final para descompatibilização:

- O que eu disse é que até março eu vou tomar uma decisão se me colocarei ou não no processo eleitoral. No momento, meu foco 100% é como ministro na Fazenda. Não é o momento de estar em campanha agora, porque isso é o mais importante para o país agora. É esse meu compromisso que eu vou cumprir.

Ao ser perguntado sobre o posicionamento do PSDB com relação à agenda econômica do governo de Michel Temer, Meirelles afirmou que "todo ato de qualquer partido tem consequências". Em entrevista publicada pelo jornal "Folha de S. Paulo", Meirelles havia dito que "o governo terá candidato nas eleições de 2018 e não será (Geraldo) Alckmin".

- Qualquer candidato do governo tem que ter um compromisso com essa série de reformas que estão sendo feitas. Portanto, defender o legado. É consequência natural que cada partido faça sua opção, mas, evidentemente, isso traz consequências - afirmou, acrescentando ser muito importante que o candidato escolhido pelos partidos da base esteja comprometido com essa política econômica e todas as reformas em todas as áreas.

Quando perguntado se Alckmin não teria esse posicionamento, desconversou:

- Isso é uma questão do posicionamento dele próprio e do partido. O posicionamento do partido de aprovar a reforma da Previdência é positivo. Mas vamos ver exatamente o que vai acontecer na votação. O que eu disse é muito simples. Eu disse que todo ato de qualquer partido tem consequências eleitorais.

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