SÃO PAULO - A produção de automóveis da montadora chinesa Chery, em Jacareí, no interior de São Paulo, está parada por tempo indeterminado, segundo o sindicato dos metalúrgicos local. Os trabalhadores estão em campanha salarial e reivindicam reajuste de 9,2% e renovação do acordo coletivo. A montadora oferece 1,73% de aumento, que é a inflação do período.
— Os salários perderam muito poder de compra no último período e, portanto, é fundamental que seja aplicado aumento real — disse Guirá Borba de Godoy Guimarães, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
Em nota, a montadora chinesa informou que seguirá em negociação com o sindicato e que busca chegar a um acordo, para que as atividades da produção possam ser retomadas. A Chery emprega 400 pessoas no complexo.
A Chery produz em Jacareí os modelos QQ e Celer e, de acordo com o sindicato, são produzidos 30 veículos por dia em um turno de produção. O volume é bem abaixo da capacidade instalada da fábrica que é de 150 mil unidades por ano.
Inaugurado em 2014, o projeto recebeu investimentos da ordem de US$ 530 milhões e foi o primeiro e único empreendimento de uma montadora chinesa no Brasil. Até hoje, mantém um ritmo de produção bem abaixo de sua capacidade. A fábrica, segundo a Chery, abastece somente o mercado doméstico e pelos dados da Associação Brasileira de Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), a montadora comercializou até agosto 29 carros.

