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Minas e Energia vê baixa preocupação de investidores com ações da Cemig na Justiça

SÃO PAULO. O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, acredita que o resultado do leilão mostra que as demandas judiciais da Cemig para tentar impedir a venda das quatro usinas que lhe pertenciam não chegaram a afetar o interesse por parte dos investidores. Todas as quatro usinas foram arrematadas por R$ 12.1 bilhões, com ágio de 9,7% sobre os valores mínimos de outorga fixados pelo governo.

— O leilão teve ágio e isso demonstra que a percepção de risco em relação a essas usinas não foi significativa. Esse leilão também dá uma contribuição importante para o ajuste fiscal do país — disse em entrevista logo após a finalização do certame.

As novas concessionárias das quatro empresas ganhadoras vão assinar os contratos no dia 10 de novembro e terão de realizar os pagamentos das outorgas até dia 30. Ou seja, os mais de R$ 12 bilhões entrarão direto para o caixa do Tesouro para ajudar a evitar um rombo fiscal acima do fixado pelo governo Temer para 2017, de R$ 159 bilhões.

Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, a metodologia adotada no leilão desta quarta-feira, que permite que 30% da energia gerada seja destinada ao mercado livre, com uma bonificação sobre os demais 70%, não terá impacto significativo nas tarifas.

— Tem um efeito, mas ele é diluído e não será significativo. Prevejo em menos de 1% o teto desse efeito em função dessa bonificação — explicou, acrescentando que o risco hidrológico (baixo nível das usinas) já faz parte da composição das tarifas atualmente.

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