Início Economia 'Não podemos correr risco de perder credibilidade do arcabouço', diz presidente da Febraban
Economia

'Não podemos correr risco de perder credibilidade do arcabouço', diz presidente da Febraban

Envie
Envie
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou nesta quarta-feira, 10, que o governo precisa manter o compromisso com o equilíbrio das contas públicas. De acordo com ele, é necessário manter também a confiança dos agentes de mercado no arcabouço fiscal aprovado no ano passado, que limita a expansão das despesas do governo federal com base no desempenho da arrecadação.

"Além de um novo modelo tributário que ajude a reduzir o custo do crédito, é fundamental também que se mantenha o compromisso com o equilíbrio fiscal, para que a economia funcione de forma sustentável", disse ele durante evento promovido pela Associação Brasileira de Câmbio (Abracam).

Sidney não fez menção a eventos específicos relativos ao arcabouço, mas, na terça-feira, a Câmara dos Deputados inseriu um "jabuti" na lei que cria o novo seguro obrigatório de automóveis para autorizar a antecipação de cerca de R$ 15 bilhões em despesas a partir do crescimento acima do esperado da arrecadação no primeiro bimestre deste ano.

"Não podemos correr o risco de perder a credibilidade do novo arcabouço fiscal construído pelo governo e pelo Congresso em 2023", afirmou o presidente da Febraban durante seu discurso.

Sidney fez menção ainda à regulamentação da reforma tributária, um dos principais temas da agenda legislativa do governo para este ano.

De acordo com ele, nas discussões, é preciso garantir que o crédito no País não será mais tributado do que já é.

O texto-base da reforma, aprovado no ano passado, mantém a tributação ao chamado spread, que é a margem dos bancos sobre os empréstimos.

"Precisamos evitar a assimetria no tratamento tributário entre instituições financeiras bancárias e não bancárias e evitar que a metodologia do cálculo dos impostos aumente ainda mais o custo do crédito", disse ele.

O presidente da Febraban voltou a dizer que o crédito mais caro afeta a competitividade do País e que aumenta os custos das famílias e das empresas.

Siga-nos no

Google News