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OpenAI divulga modelo de inteligência artificial generativa mais caro e mais sofisticado, Petrobras explica queda nos lucros e o que importa no mercado nesta sexta-feira (28)

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(FOLHAPRESS) - OpenAI divulga seu modelo de inteligência artificial generativa mais caro e mais sofisticado até o momento, a explicação da Petrobras para a queda nos lucros, família Agnelli vende um pedacinho da Ferrari, o que uma mulher sobrecarregada pode inventar e o que importa no mercado nesta sexta-feira (28).

4,5X MAIS INTELIGENTE QUE VOCÊ

A OpenAI lançou seu maior modelo de IA com menos viagens e mais certeiro. Ela revelou ontem o GPT 4.5, uma atualização da tecnologia que rege o ChatGPT.

O anúncio não veio ao acaso: mais do que nunca, as empresas de inteligência querem ultrapassar as rivais -sobretudo a chinesa DeepSeek.

**Pés no chão**

Em testes iniciais, a tal da “taxa de alucinação” -quando os sistemas de IA geram informações imprecisas- foi de 37%, em comparação com quase 60% de seu antecessor GPT-4o.

O modelo ainda é pesado e caro se comparado com o modelo R1 da DeepSeek, que apresentou resultados semelhantes ao modelo anterior do GPT. Mas, para OpenAI, é uma questão de sofisticação.

Ele tem um “conhecimento mais amplo e uma compreensão mais profunda do mundo, levando a menos alucinações e mais confiabilidade em uma ampla gama de tópicos.”

“Com cada nova ordem de magnitude de computação vêm capacidades inéditas”, disse a empresa, acrescentando que o GPT-4.5 está “na fronteira do que é possível em aprendizado não supervisionado.”

É importante ter em mente que todas as empresas querem vender seu peixe como o melhor que existe. O público ainda não conhece o novo sistema, e, portanto, não consegue aferir se ele realmente melhorou tanto assim.

**É dada a largada**

A Anthropic revelou o Claude 3.7 Sonnet, uma semana depois da xAI, de Elon Musk, lançar o Grok 3 –aquele modelo que produz imagens surreais no X.

Na edição da newsletter da quinta-feira da semana passada, falamos sobre o Thinking Machine Lab, o novo centro de pesquisa para IA fundado por Mira Murati, ex-cabeça da tecnologia da OpenAI.

Esta última, hoje comandada por Sam Altman, alega que o 4.5 é o modelo de IA mais caro já produzido.

**Quem pode usar?**

Desenvolvedores que pagam para usar os modelos da OpenAI na interface de programação de aplicativos, por enquanto. Esse acesso pode ser revogado logo.

A empresa disse que vai observar como os assinantes usam o modelo e se vale a pena oferecê-lo, considerando que o custo da operação é muito alto.

A CULPA É DO DÓLAR

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a queda do lucro da empresa em 2024 foi provocada por uma coisa que “não é real” e que a direção está otimista com relação ao desempenho neste ano.

A estatal registrou um lucro de R$ 36,6 bilhões em 2024, número que representa uma queda de 70% em relação ao de 2023. Só no quarto trimestre, o prejuízo foi de R$ 17 bilhões.

O lucro ficou menos da metade do projetado por bancos ouvidos pela Bloomberg, que esperavam cerca de R$ 83 bilhões (US$ 14,6 bilhões).

**Como assim?**

Ela estava falando dos efeitos da desvalorização do real frente ao dólar, que impactou (muito) os faturamentos da petroleira.

A divisa americana acumulou alta de 27% frente à moeda brasileira em 2024.

A direção da companhia disse que o resultado já deve ser revertido com a queda do dólar nesse início de 2025.

“[O resultado] se deve, fundamentalmente, a uma questão de natureza contábil que não afeta nosso caixa: a variação cambial das dívidas entre a Petrobras e as subsidiárias no exterior”, escreveu Chambriard no balanço.

Se o câmbio fechar o trimestre em torno dos R$ 5,75, afirmou Magda, o lucro da empresa no período sofrerá um efeito positivo de R$ 11 bilhões.

**A fala procede?**

Sim, mas não exatamente como foi dito. A flutuação do câmbio afetou os ganhos da Petrobras, uma vez que muitos de seus gastos são em dólares, e muito do seu faturamento é em reais.

Assim, ela gasta em moeda cara, e vende em moeda barata -é difícil fazer a conta fechar.

Mas o prejuízo com “eventos exclusivos” chamou a atenção de especialistas.

Na demonstração de resultados, os eventos exclusivos somam um prejuízo de R$ 52,6 bilhões, dos quais R$ 27,5 bilhões são creditados a perdas com variação cambial.

“Não deixa de chamar a atenção a redução de caixa, mesmo feitas as correções todas pelos eventos extraordinários. (...) Isso liga o sinal amarelo no desempenho da Petrobras", disse Renan Pieri, professor da FGV/EAESP.

VENDE-SE FERRARI

Se você quiser comprar a Ferrari, a família Agnelli está vendendo. Não estamos falando de automóveis, e sim, de ações.

A holding dos históricos acionistas está negociando uma participação de € 3 bilhões (R$ 18 bilhões) para financiar novos negócios da empresa.

**Quem?**

A família Agnelli é uma das mais tradicionais da modernidade na Itália. Eles tiveram um papel importante no desenvolvimento do país na era industrial e sendo mecenas da cultura. O patriarca Giovanni Agnelli, foi um dos fundadores da Fiat há 125 anos.

Hoje, os descendentes detêm participações na Ferrari, na Philips, na Stellantis e na Juventus, time de futebol da Série A italiana.

**O quê?**

A Exor, braço de investimentos da dinastia, vendeu mais de sete milhões de papéis da fabricante, segundo o que foi divulgado pela própria empresa ontem.

Uma parte dos lucros vai para uma transação de fusão e aquisição (ou M&A, se quiser dizer de forma chique) e outra, para uma recompra de ações.

A venda é organizada pelos bancos Goldman Sachs e J.P. Morgan.

**Novo dono?**

Não. A Exor ainda será a maior acionista da Ferrari, detendo 30% das ações.

O valor da companhia aumentou quase dez vezes desde que seu capital foi aberto na NYSE (Bolsa de Valores de Nova York) em 2015.

“Bookbuilding” é a estratégia que será usada pelos organizadores da oferta para definir os preços de cada papel.

Como esta é uma oferta programada, seu preço não é definido pelo valor das ações negociadas nos pregões, e sim, por uma pesquisa dos bancos que comandam a operação.

Eles aferem quanto o mercado está disposto a pagar e definem um intervalo para a negociação.

**Novos caminhos**

John Elkann, CEO e herdeiro Agnelli, tem uma visão mais aberta ao mercado que os antecessores. Nos últimos anos, fez investidas para diversificar os negócios da holding.

Ganhou (mais) notoriedade no mercado ao manter os olhos abertos para novas tecnologias e ter um estilo de vida um pouco mais frugal que o resto dos parentes.

Elkann é parte do conselho da Meta (sim, aquela do Zuckerberg) e a Exor é a maior acionista do grupo que comanda a revista The Economist. Ou seja, além de carros, ele quer negociar a vida pública.

PARA VER

**Joy: O Nome do Sucesso (2016)**

Joy. Disney +, 125 min.

Uma mulher divorciada vive na mesma casa que os pais, seus dois filhos e o ex-marido. Sua vida muda quando ela inventa um esfregão milagroso para limpar a casa e torna-se a imagem de sua marca: uma dona de casa facilitando a vida das colegas.

O filme é inspirado pela vida de Joy Mangano, americana que inventou o Miracle Mop (esfregão milagroso, em tradução literal) em 1989.

Ela começou vendendo o produto em comércios locais, depois tornou-se parceira da QVC, canal aberto dos EUA que ofertava produtos domésticos. Mais tarde, vendeu sua empresa para a USA Networks.

Além do “mop”, ela inventou outros produtos -que não angariaram o mesmo engajamento- como cabides com antiderrapantes e uma linha de perfumes para a casa.

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