SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Banco Central (BC) americano (Fed) cortou, de forma extraordinária, a taxa de juros dos Estados Unidos para a faixa de 0 a 0,25% neste domingo (15). Antes, as taxas mínima e máxima eram de 1% e 1,25%, respectivamente. Esse é o maior incentivo monetário desde a crise econômica de 2008. Em dezembro daquele ano, o Fed também cortou juros em um ponto percentual em dezembro. Em comunicado, o banco afirma que a redução visa amenizar os impactos econômicos do coronavírus em curto prazo. "O surto de coronavírus prejudicou comunidades e interrompeu a atividade econômica em muitos países, incluindo os Estados Unidos. As condições financeiras globais também foram significativamente afetadas", diz o Fed. No início do mês, o BC americano, surpreendeu o mercado ao cortar a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,50 ponto percentual em resposta aos riscos econômicos que a epidemia de coronavírus representa. Na ocasião, o presidente do banco, Jerome Powell, afirmou que o coronvaírus mudou o cenário para a economia americana neste ano, trazendo novos desafios e riscos. "Os riscos para a perspectiva americana mudaram de forma concreta", disse. Após o novo corte de domingo, o presidente dos EUA Donald Trump comemorou e disse que está "muito feliz". O Fed também anunciou injeção de US$ 700 bilhões na economia via compra de títulos.
