"Os dividendos obrigatórios, que dão previsibilidade para o investidor, são os dividendos ordinários. E eles foram 100% distribuídos, inclusive dividendos muito acima do que determina o piso da Lei das S.A., que é de 25%", ressaltou Silveira, falando a jornalistas à saída de reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. "Estamos dentro da mais absoluta normalidade", completou ele.
Questionado sobre a retenção dos recursos pela estatal, cuja maior fatia iria para os cofres do Tesouro, Haddad disse não ser papel da Fazenda pressionar de um "lado ou de outro" nessa discussão. E ressaltou que o Orçamento de 2024, que estabelece a meta de zerar o déficit primário neste ano, não conta com esses recursos.
"Por isso, não fizemos constar, justamente para deixar o conselho da companhia com um grau de liberdade para julgar quanto e quando distribuir dividendos extraordinários. Às vezes, as pessoas falam: 'A Fazenda está pressionando de um lado ou para outro'. Isso não é papel da Fazenda."
'Fertilizantes'
Tanto Haddad quanto Silveira negaram que a questão dos dividendos tenha sido discutida na reunião de ontem. Em postagem no X (antigo Twitter), Lula escreveu que a conversa girou em torno de "investimentos em fertilizantes, transição energética, enfim, no futuro do nosso país".
Haddad ressaltou ainda que a conveniência de "quanto" e "quando" será a distribuição é uma decisão que caberá à Petrobras. "O que se fez foi colocar recurso numa conta de remuneração do capital, enquanto se processam as informações necessárias para que o conselho tenha a segurança de que ele vai fazer esse balanço entre distribuição e investimento, sem colocar em risco os compromissos com acionistas e o plano de investimentos, que vai gerar desenvolvimento. É um sopesamento que tem de ser feito para que a companhia produza os melhores resultados para si e para o desenvolvimento do País."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

